OPINIÃO DO LEITOR
Fábrica de aviões em Maringá
Com relação à matéria "Fábrica de aviões em Maringá irrita empresários londrinenses" (Economia, 19/7), estão atribuindo ao secretário da Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o direcionamento de uma fábrica aviões de pequeno porte e helicópteros para Maringá. Quem assim o faz não conhece o novo aeroporto de lá, municipal, com grande área plana em seu entorno, próximo à rodovia, preparada para amplo projeto de logística. O projeto Arco Norte poderia colocar-nos, se implantado, em posição de certa igualdade, mas, ao que parece, não passará de um bom projeto e de sonho de abnegados empresários londrinenses que puseram dinheiro do próprio bolso nele, como em tantos outros projetos que não se implementaram. Tudo é difícil em Londrina. Como tem gente que torce contra por aqui, ao contrário das outras cidades, em que há união de todos. Lembro-me, faz tempo, que empresários interessados em instalar indústria aqui, mediante a doação de terreno, recebiam um sonoro não, pois o pedido era considerado até ofensivo. Quem quisesse vir que o fizesse por sua conta. Tristemente, Londrina viu e ainda vê indústrias daqui migrarem para outras cidades. Londrina está virando cidade dormitório, obrigada a manter escolas, casas, transporte, serviços de saúde, etc., só com o IPTU e ISS, quando o ICMS é recolhido nas cidades vizinhas. Triste constatação, para quem cresceu aqui e tem a mesma idade de Londrina.
SEBASTIÃO NEI DOS SANTOS (advogado) - Londrina
Veto ao Ato Médico
O veto em temas polêmicos do Ato Médico sancionado pela presidente Dilma fez justiça com os demais profissionais da saúde. Se tivesse sido aprovado na íntegra como queriam os médicos, estaríamos voltando aos tempos dos senhores feudais e teríamos que passar por uma consulta médica antes mesmo de usar um simples cotonete para limparmos nossos ouvidos. Espero agora que nossos nobres deputados e senadores não derrubem o veto, pois o lobby é grande para que os médicos tenham o monopólio da saúde no Brasil.
ROGELIO RAQUEL (professor) - Ibiporã
Gasto com políticos
Suplentes, secretários, assessores, seguranças e motoristas esses são os "colaboradores" que pagamos com o dinheiro do povo para deputados e senadores. O valor de um político no Brasil é exagerado. Com o recurso gasto com eles, daria para construir três hospitais por ano, todos bem provisionados e com ótima infraestrutura. O dinheiro gasto daria ainda para remodelar todo o sistema rodoviário do Brasil, claro sem superfaturar obras. Infelizmente, não devemos apenas brigar pela redução das passagens do transporte "público" privado e pelo arquivamento de PECs, mas também lutar pela dignidade e igualdade entre os homens. Não é justo nem apropriado um político ganhar um salário astronômico se a sua função é atender o povo. Para o Brasil ser rico, devemos parar de deixar os políticos abastados.
LUKAS HENRIQUE SANTOS (estudante) - Londrina
Anderson Silva
Fiquei extasiado com o comportamento do brasileiro Anderson Silva em sua última luta contra o americano Chris Weidman pelo UFC. Foi, no mínimo, uma aula de que audácia não é para qualquer ser humano. Tem que ser especial, abençoado e, talvez, de outro planeta. Não podemos jamais comparar Pelé e Garrincha a qualquer outro ser humano que surgiu até o momento. Talvez, Deus ainda esteja preparando um outro, mas ainda não chegou a esse mundo. Digo isso para ressaltar o comportamento de Anderson Silva que, apesar de ser um grande lutador, é deste mundo. Querer bailar como um bailarino na frente de seus oponentes é para um ser de "outro mundo", como Cassius Clay. Esse sim, bailava e provocava seus oponentes, mas todos entendiam que estavam na frente de um ser de "outro planeta" que desejavam não só derrotá-lo, mas sentir o prazer de dizer a seus filhos e netos que um dia foram derrotados ou derrotaram um desses "monstros sagrados" do esporte.
LUIZ FURTADO (comerciante) Londrina
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