TC independente
O Brasil foi pródigo na criação de tribunais de contas. A União, os Estados e alguns municípios os possuem. Menos mal se tais organizações fossem compostas por pessoas qualificadas, concursadas e houvesse irrestrita independência para análise e julgamento das contas e da aplicação do dinheiro público. O que se vê, entretanto, é um saco de gatos, onde entram técnicos competentes e indicados políticos, estes devedores ao seu patrono. Agora, nas ruas, podemos questionar isso. Por que não extinguir os tribunais e contratar auditorias independentes, qualificadas e certificadas para os trabalhos necessários?
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina

Volta dos "caras pintadas"
Em todas as cidades grandes do País eclodiu um movimento de revolta contra a desfigurada condução nos destinos da nação. A corrupção atingiu um incomum tamanho que é difícil suportá-la. A classe política encastelada e acobertada parece insensível aos apelos da sociedade, usufruindo do poder apenas para enriquecer e se perpetuar nessa ilha de fantasia. Não aguentando esse descaso administrativo que chegou ao limite de tolerância, os "caras pintadas" voltaram. Por tudo que está acontecendo, até que chegaram tarde. Os governantes estão brincando com o brio da nação. O rosário de erros que está sendo multiplicado no país, além de contraditório é revoltante. Aposentadorias milionárias para ex-governadores, sendo que alguns nem esquentaram a cadeira, é de fato chamar o povo de burro. Os velhinhos que contribuíram durante 30 ou mais anos para a Previdência, viram seus benefícios sendo roubados por uma artimanha chamada "fator previdenciário". Não se concebe uma professora ganhando mil reais e um vereador (muitas vezes analfabeto) recebendo R$ 12 mil ou mais. Esses são apenas alguns exemplos. O movimento dos caras pintadas é mais que justo e merece a nossa adesão.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (aposentado) – Londrina

PEC 37 em nova embalagem
Atendendo sabe Deus a quais interesses, o nobre deputado Lorival Mendes (PTdoB-MA), propôs a PEC 37, cujo principal objetivo era tirar do Ministério Público o poder de investigar, isso passaria a ser exclusividade das polícias. Apesar da luta do MP e o lamento de algumas entidades de classes, a PEC 37 ia muito bem e já era vista como aprovada por ampla maioria dos deputados, muitos defendiam abertamente sua aprovação. Contudo, esse cenário favorável à PEC 37 mudou radicalmente. Bastou o povo na rua gritando para despertar em nossos parlamentares o espírito da ética e da moral, e assim, de repente, 430 deputados votaram contra a PEC, apenas 9 a favor e 2 abstenções. Com essa reviravolta enterramos a PEC 37. Entretanto, para que ela não volte em uma nova embalagem é necessário estarmos atentos, pois como já vimos, nossos nobres deputados são vulneráveis e mudam de ideia rapidamente.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina

Modelo esgotado
Concordo integralmente com Ludinei Picelli (Opinião, 22/06) "o modelo petista de governar está esgotado". Não só esgotado, mas ultrapassado. Quem é companheiro de Cuba, Farcs, dinheiro nas cuecas, dossiês fajutos, mensalões, cartilhas indecentes para crianças, deixa o povo nordestino passar tantas privações (gado morrendo e falta de água), dá abrigo para terrorista assassino (Cesare Battisti), não reconhece governo democrático do Paraguai, deporta boxeadores cubanos que queriam se livrar do regime castrista, perdoa dívidas de ditadores, não cuida da saúde do povo, deixa as estradas em petição de miséria, mas tem dinheiro sobrando para gastar com mordomias e construções de cunho megalomaníaco não pode ser amigo do País e é democrata pela metade. A reforma política devia prever reeleição somente uma vez para um mesmo candidato e alternância de partido no máximo em 16 anos.
MÁRIO MENEZES (aposentado) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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