OPINIÃO DO LEITOR
Profissão e remuneração
Li com atenção o Editorial "Profissões e educação" (Opinião, 4/7) que fala da necessidade de melhores estruturas nas escolas, condições de trabalho e melhorias na qualidade do ensino entre outros, mas em nenhum momento foi citada a revisão no salário do professor, passando a impressão que nesse quesito está tudo bem, ou seja, o professor é bem remunerado. Por que será que poucos alunos se aventuram na graduação do magistério ao término do ensino médio, conforme matéria nesta FOLHA? Li com indignação a publicação de licitação de um concurso público para vários cargos em uma prefeitura da Região Metropolitana de Londrina que especificava os cargos e os salários: motorista - R$ 850 (exigência de CNH letra D); operador de máquinas - R$1.250; escriturário - R$ 900 (apenas ensino fundamental); professor - R$ 600 (graduado em magistério superior com habilitação na matéria pretendida). Isso explica a decadência da educação brasileira e por que nossos jovens preferem outras atividades.
OSVALDO DE ALMEIDA SOUZA (professor aposentado) - Porecatu
Mudanças à vista
Vimos manifestações e movimentos das mais variadas ordens pelo Brasil, cobrando o governo por qualidade nos serviços públicos, lutando pelo fim da corrupção, os sem-terra querendo abaixar o valor do pedágio e até de índios querendo mais apito e terra, muita terra! Entretanto, a manifestação que mais me impressionou foi a de honestidade do do senhor Carlos Geirinhas, presidente da CMTU, ao devolver o dinheiro gasto com vacinas contra gripe A dadas aos funcionários da companhia após o MP ter considerado a ação ilegal. São de atos assim que o Brasil precisa para mudar, manifestações de respeito à lei e ao dinheiro público. Parabéns, ao sr. Geirinhas que mostra ser um cidadão dá mais alta grandeza que eu ainda não tinha visto atuar na política londrinense.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina
Vacinas: CMTU e Seed
Louvável a atitude do presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, em devolver do próprio bolso o que o Ministério Público entendeu que ele gastou indevidamente com vacinas para os funcionários daquela companhia. Não acho que exista má-fé em um dirigente que queira proteger servidores de um possível contaminação da gripe H1N1. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) deveria tomar atitude em relação a isso. Somos quase cem mil professores e funcionários das escolas públicas do Paraná que estão em contato com crianças todos os dias. Se a Seed não tem condições de fornecer essas vacinas que ela as compre para seus professores e proteja seus funcionários e seus alunos. Pelo andar da carruagem parece que essa preocupação não existe. Assim serão imunizados pela rede pública de saúde somente os chamados grupos de risco ou os espertalhões de plantão que têm condições de comprar a vacina e que ficam furando fila nos postos de saúde.
EZIDIO BIASI REDE (professor) - Santa Cruz de Monte Castelo
Licitações concluídas com sucesso
Com respeito à carta do leitor Adoniro P. Mathias (Opinião, 4/7), esclareço que a afirmação de que nenhuma licitação foi realizada este ano com sucesso é infundada. Os números mostram exatamente o contrário. Só até o dia 3 de julho, a Secretaria de Gestão abriu 110 processos de pregão 55 deles já homologados. Outros 29 processos de pregões iniciados em 2012 foram concluídos este ano. Sobre as concorrências, cinco processos foram abertos em 2013. Destes, quatro foram concluídos. Também foram iniciados oito processo na modalidade convite, com 5 já homologados. Portanto, os processos de aquisição e contratação da Prefeitura de Londrina estão em ritmo intenso, com resultados elevados, em que pesem os poucos recursos humanos. Uma das razões de processos de licitação com maior tempo de conclusão, a exemplo da merenda e transporte escolar rural, resulta da mudança na forma de contratação. Esse novo modelo tem maior número de lotes, adota planilhas de custo, ampliando a concorrência e obtendo menores preços.
ROGÉRIO CARLOS DIAS (secretário de Gestão Pública) Londrina
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