OPINIÃO DO LEITOR
O que o povo quer?
Quem prestar atenção aos cartazes expostos nas manifestações populares verá que o povo não quer alterar a Constituição. O povo reivindica o cumprimento de seus preceitos, ou seja, quer efetividade dos direitos por ela previstos: quer saúde, educação, segurança e o fim da corrupção. O povo não quer reforma política, mas sim a reforma dos políticos que devem passar a agir com seriedade, honestidade e bom senso, entendendo de uma vez por todas que foram eleitos para representar a população e não seus interesses particulares. O povo não vai suportar mais tantos desmandos. Isso o que o povo sempre quis e os detentores do poder insistiam em ignorar, acreditando na incapacidade de mobilização e no esquecimento resultante do tempo.
SEBASTIÃO BUENO DOS SANTOS (advogado) Londrina
Outras bandeiras
Estou muito feliz ao ver diariamente os manifestos contra a situação política e administrativa de nosso País. Os R$ 0,20 das passagens foram o estopim de uma amargura de muitos anos. Vamos continuar as passeatas e paralisações pacíficas com finalidades específicas que racionalizem o dinheiro de nossos impostos. Vamos pedir para que acabem as aposentadorias acumulativas advindas do serviço público em geral. Todos deverão migrar para um sistema único, assim como é o INSS para nós simples mortais, e exigir o tempo mínimo de trabalho de 30 e 35 anos, dependendo do sexo, a contribuição obrigatória do servidor e o valor a receber sairia de uma média dos recolhimentos aplicando-se a tabela atuarial nas aposentadorias para servidores com menos de 60 e 65 anos. Se houver alguma mudança nas regras no INSS, também se aplicará aos servidores de qualquer um dos Três Poderes. Dessa forma, para conseguir um segundo benefício, só ingressando em um plano de aposentadoria privado. Se as leis hoje não permitem isso, vamos pressioná-los a criar a aprovar leis que mudem tudo isso.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Plebiscito
Só agora o PT, Dilma e os partidos aliados (comprados) inventaram a roda. Querem plebiscito para uma reforma política que eles têm o poder e dever de fazer, mas querem jogar nas costas do povo que não tem condições de resolver e nem sabemos como. Até o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deu entrevistas dizendo que só o Congresso tem prerrogativa para as mudanças. Então, para que o plebiscito que vai custar milhões de reais? Será que o (des)governo do PT só agora, depois de quase 11 anos no poder, quer resolver os problemas do Brasil em um ano e meio? O Congresso em um dia votou leis que já deveria ter votado há muito tempo, só para aparecer e dizer que está com o povo. Ledo engano. Tem deputado julgado desde 2010 e os mensaleiros lá estão votando normalmente.
JARDEL CANDIA (comerciante) Santo Santo Antônio da Platina
Quebra-quebra
Infelizmente, vivemos numa barbárie civil. Homens, que trajam camisetas com fotos de Che Guevara e de outros malucos, fazem quebra-quebra em metrôs, ônibus e até em bases policiais para demonstrar a sua insatisfação com os preços das passagens e bilhetes de transporte, como ocorreu recentemente em São Paulo. Por que depredar algo que é do povo? Por que fazer vandalismo em um bem do Estado? É por esse e outros costumes de cidadãos ignorantes que não evoluímos no contexto político e social. Sou a favor sim da manifestação popular, do preço mais justo para o cidadão, contudo não se faz paz com mais guerra. Deve haver uma exigência sim, mas usando palavras como argumento, mostrando fatos e objetivos.
LUKAS HENRIQUE SANTOS (estudante) Londrina
Falta de calçadas
Sobre a reportagem "Calçada é raridade em muitas casas paranaenses" (Geral, 1/7), em Curitiba não é muito diferente. Aqui, 33% dos domicílios não têm calçadas e andar pela cidade é bem difícil. Ou seja, moradores das cidades pequenas e das grandes sofrem com a falta de calçadas.
FABIANI MATOS (jornalista) - Curitiba
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