Novos ares
Alguém percebeu que os preços nos mercados não estão mais subindo como antes? Notaram que os defensores da PEC 37, sob o pretexto de que seria "ilegal" dar ao MP poderes de investigação, silenciaram? Não se fala mais em aumentar o pedágio de novo, em aumentar o IPTU, nem as vagas para vereadores nas cidades brasileiras. Parece que as manifestações populares fizeram sozinhas o que o Congresso e a Câmara não conseguiram, com suas discussões eternamente barradas pelas negociações de cargos e vantagens em troca de apoio, a causas justas ou não, com suas CPIs inócuas, sempre terminando em pizza, em desfavor dos eleitores. Querem mesmo o apoio popular, senhores políticos e autoridades? Então, ainda que sob a existência de leis questionáveis garantindo seus privilégios, comecem espontaneamente, desde já, a recusar aumentos e vantagens, mordomias e carros novos comprados com recursos públicos, aposentadorias vergonhosas obtidas depois de ocuparem um ou dois mandatos de governador, senador ou deputado, para, ao invés, defenderem a qualificação e o aumento do salário de professores, se posicionarem pela diminuição constitucional do número de representantes nos poderes legislativos estaduais e federal, bem como pela redução de seus próprios salários e benefícios, pois agora, somente defendendo a moralidade e o equilíbrio garantirão futuros mandatos e o direito de andar pelas ruas com a cabeça erguida, sendo apontados como exemplos e não como parasitas numa pátria onde a maioria é de excluídos ou miseráveis.

OTAVIO PAULO GENTA (advogado) - Londrina




Redução meia-sola
Ao anunciarem a redução dos 20 centavos no preço dos transportes em São Paulo, disseram que a Prefeitura de São Paulo pagará. Na verdade, serão os usuários e o restante da população que bancarão isso. As concessionárias continuarão recebendo os R$ 3,20 e não terão seu "gordo" faturamento reduzido. Em São Paulo, R$ 0,20 é igual a R$ 50 milhões/mês, R$ 600 milhões/ano, R$ 9 bilhões em 15 anos de concessão – fora os juros. Pode-se dizer: "Deram com a mão direita e tirarão com a esquerda". Os 20 centavos continuarão a sair do bolso do povo. O que muda é que todos pagarão, doravante, a tarifa será divida por mais gente. Os políticos, ao se manifestarem, num momento como este, deveriam dizer que a corrupção será combatida com firmeza e, aí, talvez não haja necessidade de, mais uma vez, o povo pagar a conta. A redução da tarifa foi uma "meia-sola".

ANTONIO VALERIANO LOPES (servidor público) – Londrina




Exigências da Fifa
Este é o país do futebol. Todos vibram com entusiasmo com a nossa seleção, mas pagamos muito caro por isto. Vejam o pacote de exigências da Fifa: estádios de primeiro mundo, transportes, aeroportos, etc. Será que precisa tanto? Acredito que com algumas exigências os atuais estádios estariam aptos, então não seria preciso construir essas arenas a peso de ouro. É claro, que a partir daí, surge o repúdio da população, pois tais gastos farão falta para a educação, transportes, saúde, etc.

EDUARDO ZANIN (professor) – Arapongas




Amor aos animais
Sou leitora assídua deste jornal e li na coluna de Osvaldo Militão (Cidades, 18/6) sobre o taxista Davi Hill, que tinha seis cães em sua casa e adotou mais um que encontrou abandonado na rua. Esse é um gesto nobre de amor aos animais, pois uns abandonam e outros acolhem! Assim é uma pessoa que pratica um ato de amor.

TEREZA CRISTINA GÓBIS AUGUSTO (professora) - Cambará




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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