Alternância no poder
As manifestações públicas das últimas semanas focam parte da sua revolta também contra a corrupção. Estou seguro que uma das molas propulsoras da corrupção é o instituto da reeleição para os cargos majoritários do poder. Collor de Mello foi cassado acusado de corrupção. Foi substituído por Itamar Franco e, em seguida, veio Fernando Henrique Cardoso. Até aí parecia ir tudo bem. Mas FHC queria mais e começou a lutar pela aprovação da emenda constitucional da reeleição. Para conseguir a aprovação, deputados teriam recebido R$ 200 mil cada. Foi grande a celeuma e, para evitar sua cassação, cinco deputados renunciaram. FHC conseguiu um segundo mandato, assim como Lula e agora Dilma luta pelo mesmo. Quem está no poder leva grande vantagem para ser eleito, mas mesmo assim usa de todos os meios, ainda que escusos, para se manter no cargo. Também o fazem todos os seus áulicos. Aqui, o ex-governador Jaime Lerner para conseguir sua reeleição determinou a redução do preço do pedágio pela metade e, logo depois, tudo foi recuperado com aumentos abusivos que pagamos até hoje. As concessionárias fizeram isso de graça? E as administrações locais seguidas de Belinati e Micheleti? Tem muita, mas muita mesmo, corrupção nas eleições, todos sabemos disso. Mas nas reeleições isso é terrível. Por isso, a alternância no poder é importante. Como reverter a situação se são os próprios políticos que devem fazê-lo? É um tema amplo para a imprensa.
EDGAR BAER (advogado) – Londrina

Brasil, é hora de mudar!
Temos visto nos meios de comunicação que a cada dia as manifestações pacíficas estão ganhando mais força. Verificamos ainda que os cidadãos brasileiros estão não apenas preocupados com a política, mas com o resultado e o impacto que a política e essa mobilização nos proporcionam. Essa cena, de pessoas se manifestando, e o Brasil mudando é muito boa, pois mostra que as pessoas acordaram e tiraram toda a ilusão e conquistaram o direito de ter um Brasil para todos, um país melhor. A vida que os brasileiros levam é de muita luta, suor e ardor, pois o brasileiro é trabalhador e batalhador. A vida que o brasileiro leva devido a tantas contas para pagar é lúgubre, porém bastou uma atitude para a vida começar a transformar-se em uma literatura ou uma obra de arte: as manifestações. Os protestos mostram que não está na hora de acordar e mudar, por quê? Porque o Brasil já acordou e já está mudando. As pessoas cansaram de ser consideradas como meros seres vivos, pois são seres políticos, racionais e que estão preparadas para fazer do Brasil um país para todos e muito melhor.
JOÃO MARCOS BRANDET (estudante) – Londrina

Caminho de mudanças
A revolta contra a violência institucional, a corrupção crônica em todos os setores públicos, o dinheiro público mal empregado, desvio de verbas em obras faraônicas que não atende à necessidade básica do povo, a inércia das entidades de classe, sem dúvida gerou a onda do legítimo protesto de norte a sul do País. O dinheiro roubado dos contribuintes daria para melhorar em muito a deficiência na saúde, na educação e na segurança. Há muito tempo os políticos viraram as costas aqueles que os elegeram. A indignação popular provou a vergonha nacional, tanto que promessas de mudanças foram anunciadas em resposta aos protestos. A mobilização, sem dúvida, é o caminho de mudanças no plano social e alerta aos corruptos.
MALVER GERMANO DE PAULA (advogado) – Londrina

Rotatória inútil
Um dos maiores absurdos executados pela Prefeitura de Londrina nesses últimos tempos foi a mudança do trânsito na Rua Humaitá, próximo ao Mercado do Quebec. Inventaram uma rotatória inútil, um elefante branco, que tem como principal objetivo atrapalhar o tráfego de quem segue ou retorna da UEL, inclusive dando preferência aos poucos veículos que cruzam a Humaitá. Milhares de pessoas perdem seu precioso tempo no congestionamento, que só pode ter sido inventado por quem não tem o mínimo bom-senso e nem a mínima ideia de trânsito em cidades grandes. Espero que o prefeito sinta na pele o grande transtorno, passando pelo local às 18 horas. Uma maneira de remediar o dano causado, e com um custo muito baixo, seria a colocação de "tartarugas" contínuas entre a Avenida Maringá e a rua que dá acesso ao Colégio Universitário. Tantas horas perdidas inutilmente custam muito caro aos londrinenses, à cidade e à saúde da população!
IVAN CHUBACI (empresário) – Londrina

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