Sem partido
A manifestação pelas ruas do País não tem interesse partidário justamente por não acreditar em nenhum, o que não significa que seja ideologia de extremo como alguns insistem em dizer. A grande maioria quer mesmo melhorias, condenados sendo presos e não nomeados a presidente das casas legislativas, projetos como a PEC 37 saindo do papel e mostrando descaradamente o quanto o governo atual é absurdamente corrupto sendo impedido de se tornar real independentemente de bandeiras, não importando quem as faça! A ideia da maioria faz o sentido contrário, isto é, primeiro as ações depois o apoio. As pessoas não estão nas ruas por ideais, mas estão pelos seus direitos já conquistados. As manifestações por todo país, que começou em São Paulo por redução da tarifa de ônibus, foram uma faísca que acabou por incendiar o Brasil todo como um grande desabafo, quase como um choro incontrolável. O que prova o quão insatisfeito o povo está. Seria ingenuidade achar que os partidos não iriam se aproveitar dessa manifestação para aparecerem, mas daí achar que tudo isso possa ser uma manifestação perigosa por ser apartidária, não me parece justo com a causa.
VIVIANE MESTRE (cirurgiã dentista) – Londrina

O Brasil acordou
O país acordou! O Brasil, "deitado eternamente em berço esplêndido", na semana passada passou a ser "verás que um filho teu não foge à luta!". Tudo começou com R$ 0,20 centavos. Trabalhadores e estudantes ficaram indignados com tal reajuste. Não são só 20 centavos. A indignação tomou conta do País devido a inúmeros casos de corrupção, de roubos, de descaso com o povo! O povo não quer mais ser feito de bobo! As primeiras manifestações ocorreram nos grandes centros e, como em uma avalanche, os demais brasileiros se juntaram a essas manifestações até chegar às pequenas cidades. Tudo virou motivo para protesto. O jovem adquiriu voz. E não vai se calar tão cedo! Contudo, esses protestos devem culminar nas urnas eletrônicas. Do contrário, todas essas manifestações terão sido em vão!
NEILA MARTELLI TOLEDO DE CAMPOS (professora) - Bandeirantes

Reflexão sobre protestos
Após uma semana de muitas manifestações Brasil afora, nada melhor do que um bom jornal de domingo para refletir melhor sobre os fatos. Parabenizo a equipe da Folha de Londrina que trabalhou na edição de 23/6. A entrevista com o cientista político Renato Perissinotto, feita por Rubens Chueiri Jr., nos deu respostas bastantes esclarecedoras. No caderno Reportagem, Carolina Avansini e Silvana Leão apresentaram uma ótima síntese sobre a marcha pelas avenidas da cidade, na noite de 17/6. E Célia Musilli (Folha2), em sua crônica semanal, demonstrou ter decodificado muito bem os sinais que vieram das passeatas.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) – Londrina

Brasil em revolta
Dia 18 de junho acordei feliz de ser brasileiro e ver que na noite anterior os nossos jovens estudantes representaram a restante da população, protestando não só contra um simples aumento de passagens de ônibus, mas sim contra a corrupção que corrói nosso País. Temos o maior Congresso do mundo com gastos enormes que poderiam ser carreados para a saúde da população e estádios da Copa superfaturados. Nem no tempo da ditadura se viu tanto desvio de verbas públicas. O PT e os partidos aliados viraram o Brasil de ponta cabeça. Façam um plebiscito e verão que os 200 milhões de brasileiros são favoráveis a estes protestos que não podem e não devem parar. Não sobra dinheiro para a construção de mais presídios, por isso não votam a maioridade penal. Esse cala boca do Bolsa Família é uma vergonha! Só falta mesmo um "general" aliar-se à população, mas sem exílios ou matanças como ocorreu na ditadura, mas para pôr ordem no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. A imprensa terá papel fundamental nisso tudo bem como o quarto poder que é o Ministério Público. Sugiro que transfiram a Copa do Mundo para a Alemanha, o pau vai quebrar!
PAULO CÉSAR FELIPE (advogado) - Paranavaí

Correção
Diferentemente do informado em trecho da matéria "As mutações do vermelho" (Folha2), o nome do livro do escritor chinês Mo Yan é "Mudança".

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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