Brasil, mostra a tua cara!
Quem não tem vergonha, mostra a cara. Quem não deve, mostra a cara. Quem está reivindicando justiça não tem por que não mostrar a cara. Não é como assaltantes, ladrões, criminosos que, quando apresentados ao público, escondem o rosto por medo ou vergonha porque sabem que são culpados. O mesmo se aplica às manifestações em prol de um Brasil melhor. Não admito manifestantes mascarados ou com o rosto encapuzado. Podem conferir. Aqueles vândalos não representam, em absoluto, a imensa maioria daqueles que clamam por um país melhor e fazem questão de ações não violentas. Já esses verdadeiros bandidos apatriotas só estão a fim de implantar o caos e a depredação, escondem a cara enrolando a cabeça em panos ou agasalhos. Polícia, olho neles e, se depender de mim, pode baixar o pau!
ALVARO AUGUSTO DOMINGUES DA SILVA (médico) – Londrina

Próxima bandeira
As tarifas de transporte urbano recuaram por todos os rincões do Brasil com os gestores acuados pelo grito de protesto do povo. Grande vitória. Logo, porém, virá novo desafio: a votação da PEC 37. Se aprovada essa emenda, adeus investigações de delegados, policiais, deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros, presidentes da República suspeitos de delitos financeiros tão frequentes em nosso país. Por isso mesmo, devemos agora estar preparados para mobilização no momento em que essa medida for novamente posta em votação. Assustado com os protestos, o Congresso retirou da pauta tal emenda, provavelmente, para colocá-la em votação em momento de descuido. Quem sabe contando com uma final da Copa das Confederações, quando o pão e o circo serão fartamente distribuídos ao povo.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina

Manifestação por R$ 0,20!
Não se trata de pessimismo, muito menos de torcer para que o Brasil mergulhe no poço. O fato é que o planeta vive uma crise profunda. Estados Unidos, Europa e Japão sofrem com desemprego e recessão. Ao acaso, o Brasil navega nas ondas dos bons ventos há mais de uma década. Nesse período perdemos a oportunidade de investir em infraestrutura, educação e saúde. Optamos por injetar dinheiro em estádios superfaturados. Temos estádios de primeiro mundo, mas não temos como chegar neles. Outro programa adotado pelo governo, o Minha Casa, Minha Vida, no qual o cidadão compra meio terreno, uma casa sem qualidade e paga pelo resto da vida cerca de R$ 160 mil (US$ 80 mil), isto é o que se pode chamar de maior contrato de escravidão já assinado nessas terras. Financiamos carros populares para todos, com taxas abusivas, provocando congestionamentos, poluição e acidentes. Esse dinheiro deveria ser aplicado em transporte público ao invés de dar ao cidadão a ilusão do carro próprio. A população realiza atos de protestos em todo o país, e acreditem ou não, tudo começou por apenas R$ 0,20. Essa merreca poderá sair muito caro para um governo tão desatento.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Protestos dos inconformados
As manifestações em dezenas de cidades brasileiras não são só necessária e exclusivamente contra o aumento das passagens de ônibus urbanos. O povo está demasiadamente cansado de políticos embusteiros, populistas, mentirosos, "cascateiros" e corruptos que insistem em subestimar a inteligência das pessoas. Afirmam reiteradamente que o Brasil está muito bem, que está tudo certo, que se a economia cresceu pouco foi por culpa dos países estrangeiros que estão em dificuldades financeiras e deixaram de comprar nossos produtos, etc., (discurso de quase todos os 40 ministros do governo do PT e mais a presidente da República). Pura balela! Nossos políticos vivem brigando por aumentos de salários e de verbas públicas em benefício próprio e nada mais. Querem acabar com o Brasil, assim como Cristina Kirchner acabou com a Argentina! Vamos continuar protestando até todo esse "lixo" ser varrido para o depósito de onde jamais deveria ter saído!
LUIZ RORATO (empresário) – Curitiba

Aumento da energia elétrica
Apenas cinco meses após a redução da conta de luz tão propagandeada pela presidente Dilma Rousseff, já vem o aumento de 14%. Desculpem a franqueza, mas estão chamando o consumidor, o eleitor, o cidadão, ou seja, o povo brasileiro de palhaço.
MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO FILHO (médico) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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