Protesto por quê?
Apoio todo e qualquer manifestação pacífica de opinião. No entanto, gostaria que alguém - de verdade, sem qualquer ironia - me explicasse contra o que protestam os milhares que foram às ruas, nessa manifestação popular como poucas vezes houve neste País. Pergunto porque os manifestantes fazem questão de deixar claro que os protestos não se restringem ao aumento da tarifa de ônibus em São Paulo (os famigerados R$ 0,20). Mesmo depois de ler várias manifestação nas redes sociais, blogs e entrevistas sobre o assunto, ainda não consegui identificar o real motivo dos protestos. Ora, se as manifestações não se restringem aos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, sobre o que mais seriam? Tudo, talvez? Um grande mestre me disse uma vez que aquilo que trata de tudo, não trata de nada; pensamento com o qual concordo. Uma manifestação que tudo pleiteia, nada consegue. Rezo, sinceramente, que esta encontre um significado real - talvez contra a aprovação da PEC 37 - para que, ao final, não se resumam os protestos ao encontro de várias pessoas de boa vontade. Ou pior, para que não sirvam de massa de manobra para pessoas mal-intencionadas - como já ocorreu em outras oportunidades.
JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Povo descontente
Muito bem-vindo esses protestos pipocando pelos quatro cantos do País. Mostram que o povo não está tão satisfeito assim como mostra a mídia com pesquisas sobre satisfação com o atual governo. Vergonha não é mostrar para outros países o descontentamento da população com atuais atitudes do governo, vergonha é mostrar para o planeta a verdade nua e crua, muita maquiagem, roubalheira e falcatrua dos políticos que envergonham este Brasil. Prova disso foi na abertura da Copa das Confederações, onde as vaias soaram diversas vezes não deixando a presidente Dilma fazer seu discurso de pré-campanha eleitoral.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) – Londrina

Vaia à presidente
Estava no Estádio Nacional Mané Garrincha e presenciei a sonora e uníssona vaia que ecoou intensamente pela arena brasiliense. Foi um momento constrangedor diante de autoridades e torcedores estrangeiros, mas necessário para mostrar que o modelo petista de governar está esgotado. A insatisfação dos brasileiros que lá estavam demostra que os índices de aprovação da presidente é manipulado. Aliás, ela não merecia ser apupada sozinha; o seu criador, que se vangloria de eleger "postes", também é responsável. E não adianta culpar a elite, o povo já está protestando nas ruas. O próprio Estádio Nacional é um simbolo dos desmandos petistas. Uma moderna arena esportiva, mas comprovadamente desnecessária para Brasília, cuja utilização será praticamente nula, como serão as de Manaus, Cuiabá e Natal. São bilhões de reais malversados em escusos interesses políticos e até em corrupção. Não há investimento em obras para o desenvolvimento do país; todas as ações visam a reeleição da presidente e a manutenção do poder. Iniciar uma campanha com dois anos de antecedência das eleições é uma atitude irresponsável que deveria ser punida com um impeachment. É preciso uma urgente alternância no poder.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Manifestações
Felizmente, o povo está abrindo os olhos! Tirando aqueles que não entendem ainda muito bem o significado de "protestar" e "destruir", dou o maior apoio para esses que agora "democratizaram" seus direitos de expressão e cidadania. Já era tempo de o brasileiro enxergar que, muito além das copas do Mundo e das Confederações e dos interesses políticos, existem muitas coisas para serem resolvidas neste País. "Eles" colocam a "bola" na frente das prioridades, é óbvio porque aí está correndo muito dinheiro! Infelizmente, o Brasil já não está mais no ranking do "País do futebol" e sim entre os países líderes da corrupção, da desigualdade, do tráfico de drogas! Quem não vê? Só "eles", vocês sabem "quem", né?
MARIA REGINA M REYES (assistente administrativo) – Londrina

Correção
O crédito da foto do protesto do passe livre em Londrina, na capa de ontem, é de Ricardo Chicarelli.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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