Importação de médicos
Engraçado como a tudo, hoje em dia, se culpa o capitalismo, a imprensa golpista, a burguesia, simplesmente por relatar os desmandos desse governo federal. Com relação à intenção do Ministério da Saúde de" importar" médicos estrangeiros, é incrível a ignorância com que algumas pessoas enxergam o fato. Não se trata de serem cubanos, espanhóis, portugueses e sim da necessidade real de se trazer esses profissionais. Os médicos brasileiros são considerados dinheiristas e malvados por não quererem ir ao interior. Conheci várias cidades do interior do País (do Pará, do Amazonas) e as condições sanitárias são deploráveis. Instalações de rede pública (hospitais, postos de saúde) sem as mínimas condições - por incrível que pareça - de higiene e de trabalho para o profissionais; gestores que não têm noção de saúde pública; prefeitos que dão calotes na hora de pagar os "salários milionários" oferecidos aos médicos ingratos. Quem, em sã consciência, se arriscaria a trabalhar nessas condições? Por que o governo, nos seus dez anos à frente do poder, não melhorou as condições de infraestrutura em saúde pública? Por que a dificuldade em se criar uma carreira de estado para médicos, com remuneração garantida pelo governo federal? Essas questões devem ser feitas ao ministro Alexandre Padilha. Como sempre, o governo busca a solução mais simples de cunho eleitoreiro, somente pensando na perpetuação do poder em detrimento da real preocupação com a saúde da população.
LUIZ FRANCISCONI NETO (médico ) - Rolândia

Protestos em São Paulo
É certo que os protestos vão além dos 20 centavos, afinal existem inúmeros outros problemas e o povo, ao que parece, não aguenta mais. No entanto, há que se dizer que R$ 0,20 são R$ 50 milhões/mês, R$ 600 milhões/ano e R$ 10 bilhões em 15 anos de concessão. Cifras grandiosas, cujo destino é o caixa das empresas e, talvez, de alguém mais. Os "baderneiros" são, estúpida e covardemente, espancados pelos garantidores da segurança. Estima-se que R$ 200 bilhões/ano vão para o ralo da corrupção neste País em que a mentira é verdade e que os políticos, inebriados pelo poder, só olham para o próprio umbigo e para a "gorda" conta bancária.
ANTONIO VALERIANO LOPES (servidor público) – Londrina

Poluição sonora no Igapó 2
Gostaria de convidar a autoridade competente que autoriza o som acima do permitido em áreas públicas a fazer uma visita ao redor do aterro do Lago Igapó 2 e adjacências. Venha escutar de perto em nossas residências a altura do som emitido. Não temos liberdade de escutar nossa música preferida. Não podemos escutar o som da televisão. Não podemos nos concentrar nos estudos. Até quando teremos que conviver com esta situação? Será que temos que envolver o Ministério Público para garantir o nosso sossego?
EDUARDO SUZUKI (arquiteto) – Londrina

‘Petrocolchão’
Assisti uma reportagem mostrando pessoas que conseguiram com muito custo e economia transformar sonhos em realidade, mas também vi um cidadão guardar dinheiro no colchão e perder tudo com planos econômicos. Os trabalhadores brasileiros também foram enganados por um certo presidente que incitou o povão a investir seus FGTSs em ações da Petrobras com a propalada febre do "pré-sal". Após cinco, seis anos, vimos o calote proporcionado pelos investimentos com uma queda de 64% em relação ao aplicado, contra um rendimento positivo do FGTS de 25% no período (3,7% ao ano). Sabemos que a aplicação em ações é de risco, portanto, o governo deveria ter orientado melhor os incautos trabalhadores. Mas não, o que vemos é mais e mais propagandas sobre o pré-sal. E reparem que o partido é dos trabalhadores.
FLAVIO LUIZ ZAPPAROLI (funcionário público) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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