OPINIÃO DO LEITOR
Pombas: a emoção e a razão
Tanto os animais quanto o homem (nem sempre racional) dependem de alimentação e abrigo para a sobrevivência. Os pombos também se enquadram neste contexto. Historicamente eles receberam alimento em abundância no centro da cidade e se abrigaram nas árvores do Bosque e das praças do centro de Londrina, bem como nas marquises dos edifícios, fugindo dos seus predadores. Desta forma se tornaram uma praga, mesmo sendo um símbolo da paz. Parabenizo a atual gestão pelo enfrentamento da situação. No entanto, não conseguiremos resolver o problema dos fungos (tóxicos ao homem) disseminados nas fezes destas aves, no curto prazo, seja com a poda das árvores ou com outras medidas sonoras, etc. A população precisa se conscientizar de que o problema é sério e não deve alimentar as aves. Nesse caso, tratando-se de uma ameaça, com riscos de mortalidades ao homem, devemos agir com a razão, reconhecendo que já erramos o suficiente, especialmente pela demora nas ações.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Excesso de pombos
É inaceitável que estejamos a essa hora do campeonato buscando como solução um espantador de pombos. Quem olha por Londrina há muitos anos como eu se lembra que foram cortadas todas as árvores do Cemitério São Pedro. E o que ocorreu? Os pombos mudaram-se para o Bosque e as praças do centro. Se o nível de inteligência usado na solução desse problema continuar o mesmo, teremos em breve a Câmara de Londrina votando o corte de 100% das árvores da cidade ou a aquisição de mil aparelhos eletromagnéticos para espantar os pombos de todas as áreas verdes de Londrina. Os pombos são uma epidemia em nossa cidade, causam enorme despesa para a prefeitura e colocam em risco a saúde da população através das doenças transmitidas por suas fezes e pela contaminação do Lago Igapó. Com a dengue pulverizamos e matamos os mosquitos transmissores, com as doenças infectocontagiosas nos hospitais aplicamos bactericidas para matarmos os agentes. Que tal utilizamos a mesma metodologia para controlar o número de pombos em nossa cidade?
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Presente ou futuro?
Os eventos esportivos que irão ocorrer no Brasil, como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, nos levam a pensar qual será o legado de tudo isso. Os estádios são muitos bonitos e modernos, mas estão com obras ainda em andamento e com custos que não param de crescer. O Maracanã, totalmente diferente daquele de 1950, é o símbolo do futebol como negócio e espetáculo. Com certeza, outros investimentos como estradas, escolas e hospitais trariam benefícios maiores para a economia. O país do futebol vivenciará bons momentos, mas será que vale a pena trocar o desenvolvimento futuro pelo sorriso imediato?
LUAN HENRIQUE BELUCO FREITAS (estudante) Londrina
Emplacamento de tratores
Nunca pensei que alguém pudesse chegar ao ponto de criar toda uma estrutura para emplacamento de tratores da zona rural. Não estou contradizendo sobre outras máquinas de uso urbano e industrial, e sim somente as de uso do produtor rural. Conseguiram! Foram editadas e publicadas a portaria 130 do Denatran e a deliberação 137 do Conselho Nacional de Trânsito, obrigando os proprietários dessas máquinas a se regularizarem. Na análise de bom-senso no quesito rural, não haveria a necessidade de chegar aos extremos da documentação veicular, mas sim criar um cadastro nacional de controle das máquinas agrícolas. Isso poderia ser feito junto com a declaração do ITR, onde a identificação funciona muito bem. Às vezes, nos assustamos com medidas supérfluas exageradas. Será que há algum interesse particular em se beneficiar com essas medidas esdrúxulas? Vamos parar de perder tempo com medidas impróprias e olhemos com atenção os dublês de veículos, as fábricas de multas com radares escondidos, os desmanches dos ferros-velhos de carros novos e os veículos que são roubados e nunca encontrados, etc. Façam-me o favor.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
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