Inversão de valores
Espalhados em local privilegiado pela natureza, cercado por rios, cachoeiras, morros e matas exuberantes, os habitantes de Tamarana viveram, desde sempre, sob a égide da inversão de valores. Tudo na mais perfeita harmonia até que para lá foi transferido um sargento da Polícia Militar que, no estrito cumprimento de seu dever, complicou a situação de uma população inteira, que imaginava ser regra a forma com que sempre se comportara. Motos sem documentos, motociclistas sem capacetes, veículos em situação irregular, algazarra nas ruas, tudo passou a ser fiscalizado pelo militar "impiedoso" e sua equipe devidamente treinada, procedimento repudiado pelos moradores, a ponto de solicitarem ajuda dos nobres vereadores. De nada adiantou, o eficiente comandante do destacamento tem a seu favor simplesmente a lei, da qual não abre mão, e seu objetivo é claro: modificar usos e costumes que, mesmo enraizados através do tempo, julga ser possível, ainda que com dificuldade. Toda mudança de hábitos é traumática, contudo, quando há compreensão e diálogo o consenso virá, com certeza.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) – Londrina

A falsa evolução
O Brasil "evoluiu" para a idade da pedra. Vivemos na ignorância, na onda do crescimento não evolutivo. Estamos esvaziando tudo aquilo que aprendemos com nossos pais, como os valores ético e moral. Somos operados por um sistema que chegou a um poder através da mentira e do mal. Quando lemos nas páginas da Bíblia sobre os falsos profetas lembramos primeiramente nos religiosos, nunca nos políticos e nos legisladores, mas são esses também falsos governantes que fecham os olhos da mente para a bondade e arregalam os olhos da matéria para a maldade. Assim caminha a humanidade, tateando no escuro e guiada por cegos na sabedoria, falsos visionários do desejo.
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) - Londrina

Reinserção social
No Editorial "Superlotação carcerária" (Opinião, 29/5) dois fatos me chamaram atenção: o uso de celulares em presídios e a superlotação desumana. O Estado está apenas agravando o problema e criando bandidos mais perigosos ao trancá-los em celas sujas, nojentas, fétidas e superlotadas. Isso os tornam mais revoltados e com uma gana insaciável de fazer o mal. O Estado tem que tomar medidas de inclusão social. Já que não podem ficar mais de 30 anos presos, deve fazer com que os criminosos condenados trabalhem arduamente e estudem à noite para que possam voltar à sociedade como cidadãos e não bandidos mais assustadores.
ANDERSON FOGAÇA DEBASTIANI (estudante) - Ubiratã

Questão indígena
A diferença deste governo com a época dos militares é que hoje não há tortura: mata-se sem sofrimento, como a morte do índio no Mato Grosso do Sul na reintegração de terra que era de posse dos indígenas. Tomaram as terras e todas as riquezas que um dia foram deles e agora querem tirar a dignidade e a vida desses autênticos brasileiros. A Funai lamenta essa morte, mas o que ela faz com milhares de índios espalhados e jogados nas grandes cidades como animais de estimação? Outro dia vi um índio todo machucado com a mulher e uma criança no colo pedindo esmolas no centro de uma grande cidade. País sem miséria é Brasil sem políticos incompetentes de todos os partidos.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul

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