Até quando?
Finalmente, alguém enfia o dedo na ferida e diz claramente com todas as letras que Londrina vive um momento de retrocesso, como foi o caso do presidente da Havan, Luciano Hang, na matéria "Liminar impede Havan de abrir nos feriados" (Economia, 1/6), ao afirmar que das suas 60 lojas instaladas no Brasil somente as duas de Londrina tiveram que fechar as portas no feriado de quinta-feira última. Se esse fosse único problema da cidade até que estaria de bom tamanho. Acontece que já vimos o Walmart ser impedido de se instalar na cidade porque a então administração Nedson Micheletti não queria e arrumou um fajuto decreto de desapropriação da área pretendida para suposta construção de um teatro. Recentemente, o Angeloni se envolveu numa tremenda polêmica por causa de meia duzia de moradores que não queria ter por perto caminhões de mercadorias. Agora a Havan reclama que o sindicato a impede de trabalhar nos feriados. "Londrina parece uma cidade de 10 mil habitantes e com dono", foi uma frase dura de engolir, mas que reflete a realidade da segunda maior cidade do Estado que faz tudo para dificultar empreendimentos que venham gerar empregos.
DUREIDE CHINI (consultor de pesquisas) – Londrina

Morte de índio
A ação da polícia para retirar índios da fazenda de um ex-deputado no Mato Grosso de Sul tem que ser investigada à exaustão pelo poder público federal. Não se pode mais aceitar a morte de índios que reivindicam o que é de direito. Há muito tenho acompanhado a expulsão de índios de suas reservas. São colocados à mercê da sociedade e "empurrados" para a mendicância nas periferias das cidades ou contaminados pelos males do homem branco, como o álcool e o crack que invadem suas comunidades. É obrigação do Estado não somente devolver a terra solicitada pelos indígenas, como também dar-lhes condições para o desenvolvimento de suas terras, com acompanhamento sério e respeitoso de especialistas em conhecimento de técnicas de plantio sem degradar o meio ambiente e comercialização dos produtos. Tem-se a ideia hipócrita de que o índio não pode trabalhar e se desenvolver, mas dê aos filhos desses índios o conhecimento e se surpreenderão com o resultado,
LUIZ FURTADO (comerciante) - Londrina

Renovação da habilitação
Já não bastassem tantas injustiças praticadas contra nós, pobres aposentados, somos agora acometidos por outro absurdo: para renovar minha carteira de habilitação, tenho que desembolsar (mesmo sem poder) R$ 106 e mais R$ 50 do exame da vista, que é feito em Bela Vista do Paraíso. Essa última exigência me rouba mais uns trocados, com coletivos, e tempo. E, às vezes, ainda sofremos humilhações e discriminações nos ônibus que nos fazem desacreditar no amor das pessoas. Minha revolta é saber que pessoas bem mais jovens, com boa saúde, disposição de dar inveja, salário astronômico, carro zero km, paguem a mesma taxa que nós para renovar a carteira de motorista. Não tenho esses quase R$ 200 para a carteira e nem sei quando terei. Tenho um Uno 93 e já faz quatro ou cinco meses que não saio com medo que o recolham. Pagamos os mesmos impostos, gastamos mais com remédios e o pior é que temos menos privilégios. Uma carteira para nós deveria custar 50% a menos.
JOÃO CALDEIRÃO (aposentado) - Sertanópolis

Correção
Por problemas técnicos, o Placar 2013, publicado na edição de ontem da Folha Esporte, apresentou informações trocadas nas séries C e D do Campeonato Brasileiro.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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