OPINIÃO DO LEITOR
Deixa o povo trabalhar
Alguns rumores indicam que o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, vai cancelar o feriado de sexta-feira do padroeiro da cidade ou torná-lo facultativo. Nenhum meio de comunicação confirmou essa informação, mas só a possibilidade de acontecer já anima. Os feriados, principalmente os que caem perto do fim de semana, prejudicam consideravelmente a economia. O comércio não pode funcionar, as fábricas não podem produzir e riqueza deixa de ser gerada. Segundo o economista Gabriel Leal de Barro, os feriados no Brasil custam o equivalente a 4% do PIB anual do País, o que em 2012 significou cerca de R$ 172,6 bilhões. Além de existirem dez feriados nacionais, têm ainda os feriados municipais que colaboram para aumentar o rombo. Se essa ação do prefeito de Londrina se confirmar, pode ser o primeiro passo para uma mudança de cultura política, visto que tal medida não é nada popular e vai na contramão das ações eleitoreiras e pouco benéficas num âmbito geral comumente praticadas por políticos. A política governamental é um tanto contraditória quando se trata de feriados. Uma vez que o governo se preocupa constantemente em aumentar a geração de empregos, mas ao mesmo tempo proíbe as empresas de trabalharem com o excesso de dias ociosos durante o ano. O comércio londrinense, além de sofrer com os feriados, enfrenta também um forte embate com a prefeitura no que diz respeito aos horários permitidos para trabalhar. Vários comerciantes gostariam de estender seus horários para além das 18 horas na semana e além do meio-dia nos sábados, mas sofrem penalizações se o fizerem. Chega de se esconder e permitir aos preguiçosos levarem sempre a vantagem. Deixa o povo trabalhar e produzir.
VALMOR PEDROSO DA SILVA (comerciante) - Londrina
Exemplos de cidadania
Quero parabenizar os proprietários dos prédios e do comércio da Rua Maranhão 55 e 65 pelo exemplo de cidadania consciente que nos deram. Refizeram o piso do Calçadão que fica em frente a seus endereços e, respeitando o fato de que a área é preservada pelo Patrimônio Histórico pela proximidade com o Teatro Ouro Verde, utilizaram o petit pavet. Contrataram uma empresa que, realmente, sabe como fazer esse tipo de piso corretamente e o que já se pode ver é o piso perfeito que, provavelmente, ficará ali por algumas décadas. Parabéns, senhores! Que sejam exemplo para muitos outros que não sabem valorizar as tradições e os bons símbolos. Quem os saúda é a filha de um "calceteiro", que veio de Portugal, em 1917, para exercer no Brasil essa nobre profissão. É bom ver que ainda há quem dê se-quência a essa arte.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Impasse
A celeuma em torno da vinda do Angeloni a Londrina causou um impasse político e uma série de indagações: Acabou mesmo a "Lei da Muralha"? Existe monopólio? Existe proteção a grupos privilegiados? Gente, faz seis meses que os senhores foram eleitos. Não fizeram. Não basta ser honesto, tem que ter competência e trabalhar! Queremos progresso, geração de empregos. Chega de politicagem!
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás)- Londrina
Festa no autódromo
A leitora Rafaela B. J. Scicchitano criticou o barulho no autódromo de Londrina no último dia 26 com muita razão (Opinião, 28/5). Sou morador da região e o barulho estava excessivo. É bonito que se faça festa, mas é preciso ter bom-senso. Nossa cidade é prestadora de serviços, as pessoas trabalham e precisam descansar também e, para prestar serviço de qualidade, é necessário ter um dia com bom descanso. Abaixar o som seria uma alternativa educada para com todos os moradores da região nas futuras festas.
DAILTON MARTINS (comerciante) - Londrina
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