Trânsito e pedestres
Com relação à matéria "CMTU faz levantamento de pontos críticos" (Cidades, 29/5), pela importância da opinião da gerente de Trânsito do Ippul, Cristiane Biazzono Dutra, seria fundamental que ela, ou qualquer outra autoridade responsável pelo trânsito em nossa cidade, deixasse claro: onde se encontra o artigo da lei de trânsito que diz que a preferência em faixas de segurança é sempre do pedestre? O texto é claro o bastante para não deixar dúvidas: "a preferência é do pedestre que já tenha iniciado a travessia". Não do que se encontra na calçada, mesmo demonstrando intenção de atravessá-la. Por que as autoridades afirmam o contrário? Por que a mídia propaga essa informação inverídica? Gostaria que alguém provasse que eu estou errado, não com opiniões, mas sim com a letra da lei.
PAULO SÉRGIO MELERO (funcionário público) – Londrina

Aonde vai parar o caso Angeloni?
Ninguém é contra a instalação do Angeloni na Gleba Palhano. O empreendimento é bem-vindo, pois cria empregos e contribui para o nosso desenvolvimento econômico. O que se questiona são os impactos gerados na Rua Ulrico Zuínglio com a instalação da carga e descarga do hipermercado naquele lugar. O projeto aprovado pelos vereadores não se preocupou em reduzir os problemas de tráfego, barulho e outros que a carga e descarga vão trazer. Agora, o procurador do município Zulmar Fachin deu parecer contrário ao projeto, apontando para ilegalidades no texto. E o nosso prefeito, que a gente elegeu para tomar decisões, simplesmente resolve não decidir nada e a Câmara sanciona a lei. Uma situação que, com certeza, vai abrir espaço para questionamentos na Justiça. Isso seria evitado se nossas autoridades tivessem sido mais cuidadosas no trato do assunto.
CHRYSTIANE MARI VOLLERTT (professora) - Londrina

Como Pilatos
O prefeito Alexandre Kireeff preferiu ficar calado em relação ao projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores que autoriza o grupo Angeloni se instalar na Gleba Palhano. Sem entrar no mérito da matéria, a novidade é que o prefeito que, sempre diz que vai administrar com técnicos e não políticos, na primeira oportunidade esquece tudo e se rende à Câmara. Para piorar, leio na Folha de Londrina ele dizer que o motivo é a falta de confiança na Procuradoria Jurídica do Município. Dar uma de Pilatos não sancionando a matéria é coisa de político profissional, mas desmoralizar sua equipe dizendo não confiar nas informações é pior ainda. Como fica a situação do competente procurador do município? Vai pedir as contas ou daqui para frente o prefeito vai voltar a confiar nele? Aguardem, vem aí uma batalha jurídica com relação a esse projeto e o Angeloni vai acabar não se instalando na gleba.
CÉLIO GUERGOLETTO (professor) – Londrina

Coisas simples da vida
Quantas vezes ao dia paramos para pensar sobre nossas vidas? Acredito que muitos, assim como eu, não fazem isso há um bom tempo. A sociedade está cada vez mais sistematizada e individualista, tendo isso como destino e não opção. Agimos em função dos problemas e medos que surgem diariamente. Por enfrentarmos muitas derrotas e desconfortos, acabamos culpando nossas próprias falhas e fraquezas. A predisposição aos pensamentos tristes e negativos nos leva a esquecer que, nas coisas mais simples da vida, está a felicidade. Um simples elogio, um abraço espontâneo, um beijo, uma conversa franca, um bilhete, um telefonema, alguém que nos cumprimenta sem nos conhecer ou até mesmo o barulho da chuva. Por que não valorizamos acontecimentos como esses?
LUAN HENRIQUE BELUCO FREITAS (estudante) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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