Café: esquecido ou abandonado?
Causou-me enorme surpresa a declaração do gestor do Londrina Esporte Clube, Sérgio Malucelli, sobre as condições do Estadio do Café. Há anos eu não ouvia os problemas no Estadio do Café serem citados na mídia. Na verdade, acreditava que o estádio já tivesse "falecido" há muito tempo. Mas não o gigante reapareceu junto com a bela campanha do LEC: voltou a ter grandes públicos no nosso majestoso e belo estádio, sempre elogiado pela mídia nacional. A crítica é valida para alertamos sobre os problemas estruturais da maior praça esportiva do interior do Paraná. Antes do gestor assumir o LEC, o estádio ficou à merce de várias administrações e atividades que apenas ajudaram a matar aos poucos o nosso Café. Por que quando o governo federal começou a ajudar a financiar reformas e construções de várias praças esportivas em nosso país, nossos deputados de Londrina não pensaram no Estádio do Café? Como sempre se esqueceram da cidade. O Café merecia receber essa ajuda financeira porque não seria mais um elefante branco. O poder público em parceria com as construtoras da cidade poderia transformar o Café em uma bela arena. Fica a dica e o alerta aos nossos governantes ou vão esperar uma tragédia como a da Fonte Nova?
CHRISTIANO SOARES (professor de Educação Física) – Londrina

PEC 37 e a OAB
Fiquei estarrecido com a notícia de que a OAB mudou de lado com referência à PEC 37, dando agora assentimento ao que ela traz em seu bojo. Esta nova posição é tristemente ecoada em doses fúnebres, não é a minha e com certeza não é da maioria dos advogados, até porque o momento impõe cautela porque há no País uma pandemia não só de crimes, mas também de corrupção como verdadeira sangria comprometedora da tranquilidade e paz social. Isso exige que as instituições se unam na soma de esforços para obstar crimes e corrupção, males nefastos que assolam a sociedade. Exemplo maior está em Londrina. Não fosse a brilhante ação do Gaeco, não teria sido desvendado a corrupção instalada na administração passada. Frente ao quadro tormentoso e de absoluta perplexidade vivida pela sociedade, torna-se indeclinável a ação do Ministério Público sem restrições.
ANTONIO FRANCISCO SILVA (advogado) – Ibiporã

Zona Azul
Informo que não vou devolver meu bottom da Zona Azul. Creio que as máquinas, hoje lacradas, voltarão a funcionar e eu já estarei equipado. Conto com a eficácia da atual administração, pois agora é formada de técnicos e não políticos. Podem excluir a franquia de 15 minutos, pois o sistema é justo e não precisa de ajuda – quem usa pouco paga pouco.
ORLANDO DORIGO ANDREO (aposentado) – Londrina

Caso Angeloni
Gostaria que o prefeito Alexandre Kireeff acertasse sempre nas suas tomadas de decisões, entretanto, sei que isso é impossível. A matéria "Kireeff deixa decisão sobre Angeloni para vereadores" (Política, 24/5) confirma a afirmação. O prefeito deu uma de Pilatos. Kireeff e alguns secretários afirmaram com muita ênfase que não teríamos mais contratos emergenciais, inclusive no início do ano tivemos a volta às aulas na zona rural postergada para que não houvesse um contrato emergencial no transporte desses alunos. Os contratos emergenciais voltaram. Londrinenses, erros e acertos sempre ocorrerão numa administração. Administrar é um conta corrente, na qual os erros são débito e os acertos créditos. Diante disso, temos que estar preocupados com o saldo, que nessa gestão é credor, ou seja, tivemos muito mais acertos do que erros.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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