OPINIÃO DO LEITOR
Serviço militar aos 16 anos
Uma boa alternativa para somar às tantas outras que possam ser desenvolvidas para amenizar o grave problema dos menores infratores, seria a obrigatoriedade de iniciar o serviço militar aos 16 anos. Ao invés de um ano de caserna o tempo passaria para dois anos. A obrigatoriedade de cumpri-lo, que hoje é para todos os jovens, passaria a ser tão somente para aqueles que não frequentam a escola. Quem estivesse estudando normalmente, e com bom aproveitamento escolar, seria legalmente dispensado, o que, atualmente, já acontece por excesso de contingente. Além das instruções relativas ao serviço militar, os aquartelados seriam matriculados no ensino regular, com a frequência e aproveitamento nas aulas acompanhados pela corporação à qual estariam engajados. O rigor da disciplina, o respeito à hierarquia, o patriotismo, as obrigações cívicas e outras lições aprendidas nos quartéis, certamente daria uma melhor formação cidadã aos jovens, tirando-os dessa situação de vulnerabilidade à iniciação no crime. Pelo visto, a proposta não conflita com os objetivos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Serão necessárias apenas algumas alterações na Lei 4.375, que versa sobre o serviço militar obrigatório. Estou enviando esta proposição à Ouvidoria das Forças Armadas e a alguns deputados em Brasília.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina
Superaposentadoria
Orlando Pessuti assumiu o governo do Estado em 1º de abril de 2010, em razão da renúncia de Roberto Requião, para que pudesse se candidatar ao Senado Federal, e governou até 1º de janeiro de 2011, quando transmitiu o cargo ao governador eleito Beto Richa. Agora, a Justiça confirmou sua aposentadoria: R$ 25 mil. Pena que o povo não tem memória. É legal? Depende de quem fez a lei.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Produtor de trigo x governo
Todos os anos, mesmo com pareceres contrários da classe produtora, o governo insiste em apoiar moinhos em detrimento aos produtores. Este ano, novamente, a Câmara de Comércio Exterior liberou a importação de 2 milhões de toneladas de trigo fora do Mercosul, com a TEC (tarifa de importação) zero até 31 de julho. Cabe lembrar que a colheita da safra paranaense se inicia em meados de agosto e com essa ação acontecem duas coisas corriqueiras: os moinhos estarão com certeza abastecidos e, com a oferta devido à colheita, haverá a pressão nos preços do produto. Comparado com o importado, o produto nacional ficará depreciado e em segundo plano. Como não se vislumbra mudança nesse cenário, cabe ao produtor não plantar trigo, pois a agricultura não suporta mais prejuízos. Ou então, continue plantando e o próprio governo coloque à disposição do produtor créditos suficientes lastreados em estoques de trigo por no mínimo 120 dias, e nesse período, não deixe importar, abrindo espaço para a comercialização do trigo nacional.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Problema indígena
Primeiro foram os sem-terra, depois a lei ambiental, agora os indígenas. Todo mundo sabe que o PT foi o criador dos sem-terra, parece que eles não desistiram de tomar as terras dos produtores. Seja com os sem-terra, com o meio ambiente ou com os indígenas. É a mesma coisa que estão querendo fazer com o Ministério Público, querendo tirar o poder de investigação e impondo a decisão do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional. Devemos agradecer ao ex-deputado federal Roberto Jefferson por ter denunciado o mensalão, senão, o Brasil estaria no caminho da Venezuela. O maior problema do governo Dilma é que está rodeado de assessores que se guiam pela ideologia.
DOMINGOS SANKITH WATANABE (agricultor) - Ubiratã
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