Mães especiais
 Muito se fala a respeito das mães e do poder do seu amor. A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que se transformam em mães em nome do amor. No entanto, ser mãe é missão natural das mulheres. Ser mãe de alguém com deficiência é missão que Deus só entrega a mulheres especiais. É um grande desafio conviver diariamente com a deficiência de um filho. Logo, não poderia deixar de homenagear as mães que sobrevivem às dores com dignidade para continuar seus caminhos, fazendo com que seus filhos se sintam acolhidos. Na vida dessas crianças, só ela ocupará esse espaço. Só ela é capaz de perceber em cada sorriso, conquista e vitória a missão de mãe e encontrar nesses pequenos grandes gestos algumas respostas. Só ela sabe compreender que, apesar da patologia, das dificuldades, das limitações, que seu filho é humano como nós e que também pode ser feliz. Só ela sabe demonstrar que o amor de mãe é mais forte do que qualquer deficiência ou preconceito. Só ela é capaz de valorizar as coisas mais simples da vida, porque alguém considerou que era capaz de assumir essa responsabilidade. Com os seus gestos simples, a mãe especial nos ensina a amar, não quando encontramos a pessoa perfeita, mas quando conseguimos ver de maneira perfeita uma pessoa imperfeita.
JULIETA ARSÊNIO (psicóloga) - Londrina

O que as ruas nos mostram
 Caminhando no entorno do Lago Igapó, me veio à lembrança a desigualdade social que, se ainda não é tão visível em Londrina, é uma lástima que envergonha o Brasil dos bem nutridos. A posição oficial é que estamos nos distanciando da miséria, que grande parte da população já ultrapassou essa linha, mas será mesmo? Não é o que as praças nos mostram, não é o que os mezaninos deixam claro. Não é essa sensação que temos nos faróis das grandes cidades. É dolorido ver crianças com fome. É impensável até, mas é o que vemos e, de tanto ver, já não nos comovemos mais. A magreza da desnutrição é uma marca que envergonha uma nação que se diz civilizada; é uma tatuagem gravada de forma indelével na alma desta nação. Muito se fala e pouco se faz. Conheço pessoas que se juntam aos sábados e saem distribuindo o pão da caridade, mas ações isoladas assim, embora bonitas, a pouco levam (a fome não vem aos sábados ou às quartas-feiras, ela é cotidiana). É a velha história de dar o peixe, mas o Brasil ainda é – e como é – o país que dá o peixe, não mostra como fisgar, criar, multiplicar e perenizar a prática.
LUIZ RAMOS (coordenador de emergências ambientais) – Mauá (SP)

Feriado polêmico
 A decisão da Justiça de autorizar a abertura do comércio de Londrina no dia 20 de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra, foi um ato de bom senso. Tenho muita admiração por essa raça, mas acho um despropósito paralisar as atividades laborativas e produtivas do município por conta das celebrações do evento. Sem tirar seu brilhantismo, entendo que essas comemorações podem ser realizadas nas escolas e no final de semana. Por conta disso, espera-se que, doravante, a Câmara observe a inconstitucionalidade das matérias em votação para não criar outras situações de constrangimento para os munícipes. Muitas outras raças também têm importância significativa no desenvolvimento do País e sempre são respeitadas e destacadas, sem que para isso seja necessária a decretação de um feriado. Esperamos que a prefeitura também tenha o bom senso de não recorrer da determinação judicial.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

‘lefante branco’
 Enquanto os brasileiros derramam lágrimas de sangue e os hospitais estão em uma miséria danada, nossos governantes constroem estádios para a Copa do Mundo até mesmo em lugar onde nem existe futebol na série especial. Verdadeiros absurdos são gastos nesses estádios enormes para receber a Copa. Vamos continuar caminhando como país de terceiro mundo por muito tempo. Lamentável!
LAERCIO PIRES CARDOSO (representante comercial) - Londrina

Feiras de rua
 Como é possível manter em funcionamento uma instituição tão arcaica, incômoda e ridícula, sacrificando, duas vezes por semana os residentes nas ruas da feira-livre e todas as pessoas que por elas precisam trafegar? Onde está o direito de ir e vir? Por que não fazem isso numa praça?
ABEL FREITAS (engenheiro agrônomo) - Londrina

Correção
 Diferentemente do informado na matéria ‘‘Reconstituindo estátuas sacras’’ (Cidades, 11/5), o Alexandre Passarini é devoto de Nossa Senhora de Achiropita.

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