Aposentadoria imoral
Trabalhei durante 20 anos em um grande banco privado, recolhendo rigorosamente em dia todos os impostos e tributos que a lei exige. Quando me afastei da instituição em 2002, deixei de recolher o INSS. Errei, claro. Mesmo que tivesse continuado a contribuir com a Previdência Social, faltariam aproximadamente 5 anos para me aposentar com um valor aproximado de R$ 1,5 mil, conforme as regras da previdência. Já o ex-deputado Hermas Brandão "trabalhou" durante 7 anos como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e, devido ao longo período em que prestou relevantes serviços ao povo do Paraná, aposentou-se com míseros R$ 25 mil. Brasil, um país "de todos" e para "todos"!
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) – Londrina

Impunidade e injustiça
Diversos setores da sociedade têm debatido constantemente a redução ou não da maioridade penal. Um lado a defende, pois a revolta é grande com casos recentes de criminosos que ficam impunes após cometer homicídios, latrocínios, tráfico de entorpecentes e tantas outras barbaridades. Outros seguem contra, e defendem teses de que a diminuição da maioridade penal não vai resolver o problema, apenas agravá-lo. Colocar um menor dentro de um presídio com criminosos "de verdade", aliada à falta de estrutura do sistema carcerário só vai incentivá-lo a continuar no mundo do crime. Defendem ainda a que a solução é investir na educação para evitar que esses menores adentrem à vida criminosa. É claro que o sistema educacional, nem o carcerário, estão sendo bem administrados no Brasil. Entretanto, utilizar esse problema para justificar a manutenção de outro, a maioridade penal aos 18 anos, é equivocado e irresponsável. As vítimas desses menores - que por vezes são presos portando um sorriso irônico frente a certeza de liberdade - têm de conviver com o desrespeito e com o sentimento de injustiça. Criminosos são criminosos, não importa sua idade. O que não pode acontecer é a sociedade continuar sendo agredida com escândalos de injustiça e o medo recorrente com a consciência de que o mesmo homicida de ontem estará nas ruas amanhã.
VALMOR PEDROSO (comerciante) – Londrina

Menores no crime
Essa questão da maioridade penal está extrapolando os limites. Os menores cada vez mais estão aproveitando sua imunidade para praticar toda sorte de delitos, principalmente nestes últimos dias que os jornais estão mostrando um volume assustador desses crimes. Até o estupro dentro de um ônibus de passageiros no Rio de Janeiro parece que foi praticado por um rapaz de 16 anos. É um assunto para se colocar na mesa e discutir com prioridade absoluta. Nada justifica que um assassino menor de 18 anos não possa cumprir pena atrás das grades.
HABIB SAGUIAH NETO (aposentado) - Marataízes ( ES)

Maioridade penal: plebiscito
Que tal um plebiscito nacional: sim ou não na redução da maioridade penal? Saibam em que idade os jovens de várias nações respondem por seus crimes: Sudão, Índia e Tailândia, 7 anos; Etiópia, 9; Uganda, 12; Rússia e China, 14. Alguns argumentam que os governos da maioria desses países são ditaduras e não vale comparar. O que dizer de países democráticos: Japão, Alemanha e Itália é 14 anos; França, 13; Suécia, 15 anos; Inglaterra, 10 anos! Será que todas essas nações estão erradas e nós brasileiros estamos no caminho certo? Enquanto isso, adolescentes continuam matando cidadãos como se fossem seres insignificantes. Esses jovens infratores agem, às vezes, a mando de maiores e fazem crimes arrepiantes de frieza. As autoridades pouco podem fazer porque as leis não permitem ações eficazes para puni-los. Enquanto há divergências sobre a menoridade penal dá até para tentar criar um projeto de lei para melhorar o Estatuto da Criança e do Adolescente, tornando mais rígidas as punições a infratores com idade inferior a 18 anos. Do jeito que está não dá para continuar.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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