Maioridade penal
Fiquei estupefato com a argumentação da advogada Priscilla Placha Sá (Entrevista, 5/5) em defesa da não redução da maioridade penal. Por suas palavras, chega a se desculpar os criminosos que atearam fogo à dentista que só tinha R$ 30, porque segundo a advogada "furto e roubo, normalmente, é para suprir alguma necessidade dele (ladrão)". Hoje, no Brasil com economia e pleno emprego, qualquer um pode ganhar a vida honestamente. Os que roubam, matam e torturam o fazem não porque precisam, mas porque lhes é permitido, via impunidade e a defesa intransigente dos "direitos humanos" feita por esquerdistas do século passado. As vítimas passam a ser invisíveis imediatamente após o delito: é como se fossem elas as culpadas. Aliás, por trinta dinheiros também Jesus Cristo foi assassinado.
NILO DO CARMO MARTINS (empresário) - Siqueira Campos

Inútil é não reduzir
Como escreveu um famoso cronista "Opinião é que nem nariz, cada um tem um e o mete onde quiser". Por isso, expresso minha opinião depois de ler a entrevista com a advogada Priscilla Placha Sá. Ela classifica de "eleitoreiro" esse clamor popular pela redução da maioridade penal, fato existente há tempo em diversos países mais desenvolvidos que o Brasil. Essa redução penal não vai ser a salvação da pátria, mas vai reduzir as estatísticas devido à diminuição da impunidade, porque o que vemos atualmente como fato recorrente é o menor sempre assumir a culpa de crimes para isentar o adulto devido à pena ser mais branda. Quanto ao "legislador não ter obrigação de dar resposta ao clamor social", digo que a maioria da população também não tem que se curvar ao posicionamento minoritário de uma classe ou governo diante de uma situação caótica como esta que vivemos. E "inútil" é uma palavra forte para atitudes que ajudem melhorar a vida do cidadão, mesmo que momentaneamente. Inútil, para mim, é não tentar.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina

De outro planeta?
Fiquei chocado com as declarações da advogada Priscilla Placha Sá na edição do último domingo da FOLHA.. Disse ela: "Eu acho que o legislador não tem obrigação de dar resposta ao clamor social"; "O trafico é a chance dele (adolescente) ter algum rendimento econômico?"; "Que perspectiva ele tem? Trabalhar de servente de pedreiro, de office boy... para ganhar um salário mínimo. Ele também tem o direito de sonhar alto". Será que a advogada é deste planeta? Conheço milhares de pessoas pobres, honestas e muito mais felizes que muitos ricos, mas pobres de humildade. Será que depois dessa reportagem os serventes de pedreiro e os office boys vão começar a traficar e sonhar alto? E o restante da população que ganha um salário mínimo?
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana

Impunidade
Todos os dias estamos diante de acontecimentos estarrecedores que levam para sempre a vida de nossos entes queridos. Penso que está mais do que na hora não de diminuir a maioridade penal para 16 anos, mas sim formalizar a responsabilidade sobre qualquer ato de morte contra um semelhante. Sabe-se que a formação mental ocorre em sua plenitude após os sete anos de idade. Basta de leis que protegem a impunidade e os que se valem delas para obter a liberdade em nome do jargão o infrator é "de menor". Sugiro uma lei única na qual os infratores menores e seus progenitores responderão e pagarão pelos atos praticados. A foto do cidadão à margem da lei seria exposta publicamente para que a população tenha conhecimento dos infratores que valem-se da menoridade para esconder a imagem perversa, inescrupulosa, circulando livremente entre as pessoas de bem.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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