Redução da imputabilidade penal
Não é o momento para discutir a maioridade penal, é hora de reorganizar o País. Este é o momento de os políticos de todos os níveis melhorarem a produtividade, pois não podemos esperar mais. Já passou da hora da implantação do ensino integral até os 14 anos e, a partir desta idade, oferecer escola e trabalho ao jovem. Urge a alteração da grade curricular buscando otimizar a melhoria na formação do ser humano para a vida. É também evidente a necessidade da capacitação dos professores para essa árdua tarefa. É preciso disciplinar os costumes em que o jovem a qualquer horário e dia da semana está disponível para a diversão e consumo de álcool, sem nenhuma fiscalização eficiente. É necessário melhorar e qualificar a programação da televisão, porque a futilidade não irá educar uma nação. Também é necessário proporcionar saúde de verdade e trabalho para todos os cidadãos. A melhor fórmula de combater a vulgarização da criminalidade é propiciar a todos uma vida digna. Se não forem implantadas medidas emergenciais no Brasil, será um equívoco a alteração da maioridade penal, principalmente em relação aos filhos dos ignorantes, dos analfabetos e dos pobres. Senhores políticos, representantes do povo, membros do Judiciário, a imprensa que faz a opinião pública e que tem o poder de influenciar os costumes de uma geração, pessoas agrupadas em organizações e o cidadão comum: é o momento da ação. Não podemos esperar mais!

ANTONIO CARLOS PANICHI (administrador de empresas) – Londrina



Maioridade penal
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, criticou a polêmica discussão da maioridade penal no Brasil. Criticou ainda o sistema carcerário alegando que ali é escola da criminalidade. Então, por que ele e os anteriores não se empenharam para criar presídios onde tenham escolas com cursos profissionalizantes para manter os delinquentes ocupados? Quantas colônias penal há no Brasil? Realmente, os presídios são faculdades do crime, então que parem de ficar só "esquentado" suas poltronas confortáveis atrás de uma mesa: levantem e tomem as decisões para melhorar o sistema carcerário. É preciso menos demagogia e mais atitude em todas as esferas.

MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina



Greve na UEL
A população precisa saber o motivo dessa possível greve na UEL. Várias categorias, na época em que prestaram o concurso, o edital especificava determinada carga horária e "X" de salário (tudo firmado no contrato de trabalho quando da admissão do funcionário). Agora o governo do Estado baixou um decreto especificando que todas as categorias que fazem "menos" de 40 horas semanais terão que cumprir 40 horas de jornada sem aumento salarial. Ocorre que as categorias que fazem 5 horas (jornalistas) e 6 horas (auxiliares de enfermagem, técnicos e assistentes de enfermagem, entre outros) têm dois empregos. E quem tem só um já tem a sua vida programada há mais de 20 anos com a carga horária constante no edital do concurso. E, agora, como fica? É permitido que se obrigue o funcionário a cumprir as 40 horas sem aumento de salário? E como ficam as regras do edital do concurso e o contrato assinado entre o funcionário e a UEL?

MOACIR AZALIM PEREIRA (administrador de empresas) - Londrina



Matança desenfreada
Fala-se em reduzir a maioridade penal para jovens que estão matando com requintes de perversidade e não pagam por seus crimes. O que fazer com os doutores que têm acima de 50 anos, que espancam suas vítimas, fazem picadinho, enforcam, confessam e também respondem em liberdade, ou se condenados, ficam pouquíssimo tempo na cadeia? A discussão deve passar por um crivo mais exigente, não é somente a idade, essa selvageria é coisa de índole. Cadeia e discurso não consertam ninguém, mas qual é a solução que os governos que aí estão propõem, pois quase fazem bodas de prata no poder e simplesmente não têm um plano para coibir a violência de menores e "doutores"?

IZABEL AVALLONE (professora) – São Paulo




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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