PECs necessárias
Atualmente, tramitam diversas PECs no Congresso Nacional. As mais conhecidas são a PEC 37, que visa impedir o Ministério Público de investigar, e a PEC 33, que buscar limitar os poderes do STF. Ambas estão alicerçadas no recalque, na vaidade e, principalmente, na incompetência dos nossos congressistas que são incapazes de criar PECs necessárias. Imaginemos a iniciativa de um deputado que crie a PEC da Saúde. Essa proposta consistiria na obrigatoriedade de todo hospital ser equipado com um mínimo de higiene, bem como possuir os equipamentos elementares para atender um cidadão. Não poderiam faltar ataduras, remédios e macas. Outra proposta interessante seria a PEC da Educação. Toda criança a partir dos cinco anos deveria ter ensino em período integral e só poderia concluir o ensino fundamental quando soubesse ler e escrever. Nenhum estudante receberia diploma universitário sem ser capaz de compreender um texto. Os professores deveriam se qualificar para ocupar o cargo de mestre. Poderia se criar também a PEC da Prisão, na qual o condenado deveria cumprir sua pena na íntegra e a cadeia deixaria de funcionar como área de lazer, central de negócios, sexo e tráfico. Os criminosos também seriam proibidos de frequentar as aulas da escola da criminalidade, que hoje são cursos oferecidos e ministrados dentro das penitenciárias. Se nossos congressistas resolvessem trabalhar para o bem da sociedade, muitas PECs necessárias ainda deveriam ser colocadas na pauta de discussão.
NATHÁLIA GUIMARÃES (gerente comercial) – Londrina

Falta gerência para o pedágio
A palestra sobre o pedágio patrocinada pelo Crea-PR foi esclarecedora. Explanação dessa importância deveria chegar ao conhecimento de todos os paranaenses. É possível sim reverter a situação. Não há contrato "irrescindível", mas para isso será preciso muito empenho da sociedade organizada. O governo estadual precisa dispor de uma estrutura técnica capacitada para exigir que as concessionárias cumpram as suas obrigações. Desde o governo Lerner que o implantou, o pedágio nunca foi fiscalizado com o rigor necessário, as concessionárias não foram cobradas à altura e o desequilíbrio desfavorável ao usuário nem sempre foi contestado de forma adequada. A redução tarifária imposta para que Lerner pudesse se reeleger foi uma manobra de politicagem e a oportunidade de ouro para as concessionárias agirem unilateralmente. Requião se elegeu e reelegeu com o "baixa ou acaba", fez barulho, mas também não se empenhou de forma organizada e eficiente. Sempre que é levantado na Assembleia Legislativa, o assunto não prospera, demonstrando que existem forças políticas favoráveis à manutenção da atual situação. O atual governador optou pela negociação. Corre o risco de passar o restante do seu mandato implorando de joelhos os direitos que temos garantido, desde a assinatura do contrato, mas que não estão sendo cumpridos por falta de competência, de fiscalização e cobrança do próprio poder concedente.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

'Limite prudencial'
Na última sexta-feira, o governador do Paraná esteve em Londrina mais uma vez. Em entrevista coletiva, ao responder a uma questão sobre o protesto e ameaça de greve dos funcionários do HU e UEL, o governador citou o termo "limite prudencial" referindo-se à contratação de pessoal nas universidades estaduais, sem exceder o que diz a lei. Pena que ninguém lhe perguntou, logo a seguir, se ele e sua equipe também pensaram no tal "limite prudencial" ao criarem o segundo curso de Medicina da Unioeste, em meados de 2012.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) – Londrina

Donos de linhas telefônicas
Com relação ao artigo "Sercomtel: ousadia e criatividade" (Espaço Aberto, 3/5), até entendo a preocupação do presidente empresa, Christian Perillier Schneider, em divulgar os feitos e as expectativas da telefônica londrinense, quando dias atrás a mídia mostrava a sua verdadeira realidade. Mas, entre os nostálgicos caminhos percorridos pela empresa, "esqueceu-se" o sr. Schneider de falar com qual recurso a Sercomtel foi criada e como e quando vão ser ressarcidos os proprietários das linhas telefônicas.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina

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