Quantidade sem qualidade
Oportuna e importantíssima a reportagem "Maioria das leis dá nomes a ruas e faz homenagens" (Folha Política, 29/4) que confirma o despreparo da maioria dos nossos representantes na Câmara. Para muitos vereadores, o que importa é a quantidade de leis apresentadas, e não a sua qualidade. Pois vejam: das 350 leis que entraram em vigor em 2012 em Londrina, várias não foram implementadas ou são desnecessárias. Dentre todas as leis apresentadas, de acordo com a matéria da FOLHA, só a Lei 11.500 que obrigou hospitais e maternidades de Londrina a realizar o teste do coraçãozinho em todos os recém-nascidos, de autoria da vereadora Sandra Graça, é de importância e traz retorno às pessoas. Esperamos que essa reportagem seja um alerta para os vereadores sobre as suas responsabilidades de criar leis que venham de encontro às necessidades do povo e não as suas necessidades de divulgar que apresentou "n" projetos, independentemente da sua importância e relevância.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) - Londrina

Licença-maternidade
Concordo com a professora Lígia Maria Fagagnolo (Opinião, 29/4) no que diz respeito à importância da permanência de uma criança com sua mãe e pai por período maior possível. O aumento no número de menores no mundo do crime tem neste comportamento - a terceirização do ato de criar os filhos - a principal causa. A escola fornece cultura! É a família quem dá educação, moral, civismo e forma um cidadão. Chamo atenção apenas a um ponto que a professora não citou: a decisão de colocar um filho no mundo é sempre compartilhada por um homem e uma mulher que são os pais dessa criança. Essa decisão pode ser fruto da consciência ou da irresponsabilidade do casal que decide ter uma vida sexualmente ativa sem tomar as devidas providências para evitar a concepção. Logo, se vai se ficar com a criança seis meses, um ano, dois ou mais deve ser de responsabilidade financeira do casal e não do Estado ou da empresa na qual trabalham. Ao governo cabe a obrigação de dar condições de saúde, educação e segurança e não de sustentar e criar os filhos dos outros. Obrigar as empresas e empregadores a uma estabilidade maior que a já existente não tem a ver com suas atividades e geram custos que chegam a todos os cidadãos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Endurecer a lei
Não precisamos ser gênios para concluirmos que faltarão comida e água no planeta e sobrarão ladrões, assassinos e terroristas. Também não é genialidade saber que devemos combater a causa e não o efeito. Há um sábio ditado que diz: "Pau que nasce torto não tem jeito, morre torto". E combater a causa é simples, lei curta e grossa: pena de morte, sem qualquer atenuante. Eliminação sumária dos assassinos e terroristas, nem que seja para resolver os problemas futuros da falta de água e comida. Sei que estou delirando, afinal, nossos legisladores querem aprovar a PEC 37 em defesa própria. Imagina "pena de morte" no Brasil? E enquanto a caravana passa, ateiam fogo numa inocente dentista por que tinha apenas R$ 30 na conta bancária.
RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina

Baixa no governo Kireeff
A não confirmação de Décio Gazzoni como secretário municipal de Agricultura do governo Kireeff foi frustrante. O seu nome era uma unanimidade. A expectativa criada, em se tratando de uma das maiores autoridades em agricultura do Brasil, era grande. Não se discute as razões e o prefeito Alexandre Kireeff está corretíssimo em não abrir mão da legalidade em ter Décio como seu secretário. Tenho convicção que o teremos na trincheira e em algum momento teremos este grande nome ajudando a construir um projeto agrícola para Londrina.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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