OPINIÃO DO LEITOR
Mães, bebês e culpa
Sabemos que a licença-maternidade é muito curta no Brasil, para não dizer dos ridículos cinco dias de licença-paternidade. E nem estamos falando da condição de tantas mulheres que trabalham informalmente sem a garantia desse direito. Incentivar a mãe a se resignar, sendo ainda muito feliz e sem culpa por ter de delegar o seu papel nesse momento tão importante da vida, é no mínimo inócuo. A velha ladainha que diz que as crianças pequenas precisam de qualidade de tempo, e não de quantidade, é um desserviço às mães e às crianças. Bebês e crianças pequenas necessitam sim, de disponibilidade de tempo dos pais. De bastante tempo. É comum hoje ouvirmos mães reproduzindo um discurso pronto que afirma que a escola exerce melhor o papel que elas mesmas fariam se ficassem em casa com a criança. Ora, um bebê precisa de mãe, não de escola. Que mundo é esse em que bebês e mães são mais felizes quando afastados? Por que incentivar o conformismo com uma licença maternidade tão curta que tira dos bebês até o direito primordial de ser amamentado? Buscar alternativas para melhorar as possibilidades de conciliação entre maternidade e vida profissional é necessário. Justificar a realidade precária das condições femininas levando à crença coletiva de que a mãe é substituível é armadilha.
LÍGIA MARIA FOGAGNOLLO (professora) Londrina
Barulho ou educação?
Está cada vez mais difícil andar nas ruas de Londrina. Algumas vias não suprem o grande fluxo de veículos. São filas imensas de carros pelas principais avenidas, centenas de motos passando em alta velocidade em meio aos veículos parados no semáforo, vários ônibus e acidentes. Quando precisamos mudar de uma faixa para outra, muitas vezes nos deparamos com a falta de educação do motorista londrinense que, por ignorância e anseio de lutar contra o relógio, não libera a passagem para outros automóveis. Em São Paulo, ao contrário, se você dá seta para mudar de faixa os motoristas param para você fazer a conversão. Porém, na capital paulista se você não tiver paciência com as inconvenientes buzinadas acaba ficando louco. Já no norte-paranaense podemos classificar como um trânsito silencioso, pois a buzina é pouco usada. Cabe a nós decifrar o que é pior, barulho ou falta de educação!
AUGUSTO CEZAR ZANIN CAMACHO (estudante de Jornalismo)- Londrina
Isenção para a Fifa
Enquanto pagamos absurdos em tributos federais, estaduais e municipais, o governo federal isenta em quase R$ 1 bilhão a Fifa alegando que com isso trará mais investimentos. Onde está a lógica nessa ação? Como os pequenos e médios empresários poderão investir, se o que eles mais pagam são impostos? Por que o governo não toma a iniciativa de abaixar os tributos para os empresários no período da Copa, com isso aumentaria os empregos, aquecendo a economia e mostraria que é favorável ao empresariado brasileiro. A única coisa que a Copa trará ao país é despesa que será paga pelo contribuinte. O cidadão não quer saber de futebol, quer melhoria para a sua vida.
LUKAS HENRIQUE (estudante) - Londrina
Priorizar a educação
É preciso dar mais valor para a educação. Professores recebem um salário que não dá para as despesas do mês. Escolas têm infiltrações, crianças andam na lama e as pontes quebradas as impedem de estudar. Para poderem ler um jornal, aprender a tocar um instrumento, pintar um quadro e praticar um esporte nossas crianças devem ter aula em tempo integral para não ficarem expostas a seres desumanos. O Estatuto da Criança e do Adolescente precisa ser revisto pelas nossas autoridades, porque com 15 anos eles sabem muito bem o que é certo e errado.
OLGA MARQUES DA SILVA (aposentada) Londrina
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