OPINIÃO DO LEITOR
PEC 37: retrocesso
Entre 199 países, apenas Uganda, Indonésia e Angola proíbem os ministérios públicos de investigar. A vocação de andar na contramão do bom senso sempre esconde uma trama que passa muitas vezes despercebida pela sociedade. A aprovação da PEC 37 vai muito além de impedir o Ministério Público de trabalhar. A imprensa não poderá divulgar suas reportagens investigativas. Além disso, existe um dispositivo no Código Penal que diz que a lei retroage para beneficiar o réu. Grosso modo, isso quer dizer que todas as denúncias realizadas até o momento pelo MP serão jogadas no lixo. Pior ainda é imaginar quantos corruptos serão beneficiados somente com essa norma. No Direito, sabe-se que há uma clara distinção entre o que é privativo e exclusivo em termos de competência. A PEC 37 priva o MP de investigar. Contudo, um cachorro da polícia pode vasculhar - utilizando seu faro - malas, carros e quaisquer objetos suspeitos. Resumindo, a PEC 37 cria um paradoxo ao elevar o status de um cão em detrimento da autoridade de um promotor. A proposta do deputado Lourival Mendes, do PTdoB/MA, de criar o monopólio da investigação representa um retrocesso no Brasil e uma sobrecarga aos poucos que poderão investigar tanta corrupção, pois neste país o que não falta é bandido lesa-pátria.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Farmácia Popular?
Minha mãe tem 77 anos, é cadeirante, analfabeta e faz uso contínuo de um medicamento disponibilizado a R$ 1,90 pela Farmácia Popular. Entretanto, fui incapaz de realizar a compra, pois os remédios apenas são vendidos diretamente ao paciente, mediante assinatura do mesmo. Na impossibilidade dessas condições é requerida uma procuração específica constando o analfabetismo de minha mãe. O Ministério da Saúde sabe quanto custa uma procuração específica? E da dificuldade de locomoção dos cadeirantes na cidade? Não existem procurações para o desvio de verbas pelos políticos, mas para os menos favorecidos terem acesso à saúde é extremamente necessário. Obrigada governo!
MARGARETH CORTEZ SIMÃO (encarregada administrativo) - Londrina
Pedagiômetro
Os deputados Wilson Quinteiro, Ademar Traiano e Nelson Justus, presidente da CCJ da AL do Paraná, não acharam "justo" que os paranaenses descobrissem que o pedágio do Estado é uma mina de dinheiro. Milhões de reais por ano e, consequentemente, separando alguns para bancar algumas candidaturas dos deputados. Tanto é verdade que a proposta do "pedagiômetro" do deputado Tercílio Turini foi engavetada. Se essa maioria fosse de legisladores sérios e honestos, seriam os primeiros a criar o "pedagiômetro" para que a população soubesse da verdade, ou seja, 12 quilômetros de duplicação e 15 anos explorando os proprietários de veículos.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
Seleção em segundo plano
A Seleção Brasileira finalmente chegou ao fundo do poço. Quem realmente gosta de futebol e torce por um time hoje tem muito mais amor e "tesão" em torcer pelo seu time. Torcer pela Seleção Brasileira passou a segundo plano. E existem muitos "torcedores" que torcem contra a seleção! Por quê? São antinacionalistas? Não, apenas são contra com o que acontece na CBF e na direção da seleção. Como torcer por uma seleção que só joga fora do País? A seleção perdeu a simpatia de seus torcedores há tempos.
BRUNO FONTANETTI FERREIRA (contador) Londrina
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