Imprensa livre e sociedade
Coerente e oportuno o artigo "Crimes cometidos por menores e a idade penal" do advogado criminalista Jorge Alexandre Karatzios (Espaço Aberto, 22/4). Quando tantos leigos opinam pela redução da maioridade penal movidos apenas pela emoção, o que aliás é justificável, a ponderação do especialista demonstra como a simples alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente, aumentando as penas para menores infratores num regime distinto, além de legal, pode ser muito eficiente. Basta o Poder Executivo, com o apoio do Legislativo, destinar verbas para a construção de locais compatíveis e adequados à condenação desses menores, evitando assim que sejam abusados em cadeias comuns e se transformando em piores monstros. Impossível também não elogiar a coragem da professora Izabel Avallone ao criticar com propriedade a vergonhosa PEC 37 (Opinião, 22/4). De tudo só resta reconhecermos, em ambos os contextos, o papel crucial da imprensa brasileira livre, que exerce papel importantíssimo na defesa dos cidadãos, já que sem ela certamente não haveria a divulgação e debate dessas questões, facilitando a prevalência, ora do despreparo, ora de obscuros interesses particulares. Obrigado FOLHA.
OTAVIO PAULO GENTA (advogado) - Londrina

SUS e Hospital Ortopédico
É lamentável a população ficar sem o atendimento do Hospital Ortopédico. Um dos poucos hospitais na especialidade no Norte do Paraná. Mas se a prefeitura diminui o repasse de recursos mínimos necessários ao atendimento, o que fazer? Os serviços prestados têm um custo e a falta desse atendimento somente sobrecarregará a carga de atendimento dos já congestionados hospitais da cidade. A falta de recursos do SUS é um problema crônico que está longe de ter uma solução.
MAURICIO KALAU GONZALES (professor) - Londrina

Igreja e a PEC 37
Discordo do leitor Ildo Y. Marubayashi (Opinião, 20/4). A PEC 37 é sim um pecado social e os padres têm que usar o altar para alertar os cristãos. Se existe gente contrária ou é político ou parente deles. Quanto a ser "opinião pessoal do padre", o leitor deveria se informar e saber que a opinião do padre reflete a opinião da CNBB (portanto da Igreja) e da grande maioria das pessoas de bem. Gozado que, a construção de dezenas de casas para famílias pobres e do excelente centro social nos jardins Campos Verdes e Turquino (dinheiro do dízimo da paroquia) ninguém escreve carta elogiando. Parabéns padre Romão, a virtude maior dos profetas é denunciar, falar a verdade mesmo que aconteçam críticas, todos nós estamos do seu lado.
VITOR NONINO (contador) - Londrina

Política e a Igreja
O padre Romão, que eu nem conheço pessoalmente, fez um tremendo benefício ao solicitar que erguessem as mãos aqueles que desconheciam do que se tratava a PEC 37. Lamento muito que o sr. Ildo Y. Marubayashi (Opinião, 20/4) não tenha entendido o escopo de tal atitude. Considero que a política e Igreja têm de estar juntos. Não se permite que a Igreja não se posicione e, assim, peque por omissão. Acredito que o sr. Marubayashi tem noção correta da etimologia da palavra política: "Num regime democrático a ciência política é a atividade dos cidadãos que votam". Quem somos nós, senão, eleitores? Fez muito bem o padre Romão em chamar o coordenador Estadual do Gaeco para nos explicar por que devemos ser contra a PEC 37: "Um pecado contra o Brasil".
ALVARO ALMEIDA (engenheiro agrônomo) – Londrina

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