OPINIÃO DO LEITOR
Maioridade penal: longo debate
Tenho acompanhado a discussão sobre se a maioridade penal deve ou não ser diminuída para 16 anos. O assunto é polêmico, mas uma coisa é certa: os jovens de hoje são extremamente mais evoluídos do que os do meu tempo e já vão lá muitos anos. Essa evolução se deu em todos os aspectos da vida e, portanto, os jovens de hoje sabem muito bem o que estão fazendo. Esse é um aspecto. Outro é que está errado dizer que está muito mais difícil um jovem hoje ter acesso a uma posição melhor, tanto nos estudos como na vida profissional. Quem conhece bem as dificuldades do passado, principalmente nas cidades do interior, sabe do que estou falando. Hoje os jovens têm acesso a muita coisa boa, mas também a coisas péssimas. Estas últimas estão levando os jovens a caminhos errados. A liberdade (que hoje é libertinagem), os vícios, o tempo ocioso, as informações e propagandas enganosas (como as bebidas alcoólicas que são porta de entrada a vícios mais pesados) e tantas outras são sim altamente prejudiciais. Sem os limites corretos que o desenvolvimento dos jovens devem ter, será que só a diminuição da idade penal vai resolver? Tem muito mais a ser levado em consideração e, por isso, acho que o debate ainda vai longe.
EDGAR BAER (advogado) Londrina
Direitos iguais
Todos os moradores de Londrina que residem na vizinhança de todo e qualquer um dos hipermercados/supermercados hoje existentes esperam que nossos vereadores os tratem com isonomia. Se quem mora na Gleba Palhano tem o poder de decidir que tipo de comércio ou qual tipo de veículo é permitido trafegar em uma de suas ruas, nós também temos o mesmo direito. Se isso for permitido, sob as mesmas alegações, logo logo não poderá ser construído mais nenhum novo prédio na região, pois cada um deles atualmente possui em média 200 novos veículos trafegando e abrigam cerca de 300 pessoas cada um. Imaginem se um morador da Gleba vier ao hipermercado perto de minha casa e atropelar uma criança da região? Será que posso usar essa justificativa para impedir que eles venham até aqui? Existem leis e órgãos fiscalizadores suficientes para que tudo ocorra dentro da normalidade e, provavelmente, assuntos muito mais importantes a serem discutidos.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
Marco Zero
Anos atrás enviei a esta seção uma carta sobre a antiga fábrica da Anderson Clayton (zona leste). Naquela época discutíamos a poluição causada pela indústria e o grande número de caminhões que tomava conta das ruas dos bairros próximos à fábrica. Na carta sugeria que a fábrica fosse levada para um local mais apropriado para que ali surgisse um megaempreendimento comercial que não somente visasse lucro, mas que preservasse a mata e o fundo de vale onde está o Jardim San Rafael, um belíssimo local soterrado por entulhos e que foi invadido. Um crime contra aquele ecossistema. Quando criança passava horas brincando no córrego limpo e puro das minas que brotavam do solo, que por descuido ou por falta de política preservacionista na época motivou o aterramento e a invasão. Hoje vejo o meu sonho sendo concretizado com o empreendimento Marco Zero com suas construções milionárias que atenderão não somente a zona leste de Londrina, mas todos os que por ali passarão vindos de todas as partes do Brasil. O que pedimos aos empreendedores do Marco Zero é que olhem para o que está em volta do seu belíssimo empreendimento, uma bela mata, o fundo do vale soterrado e o constante uso e tráfico de drogas. Queremos que o nosso famoso vizinho nos ajude a preservar a mata, a recuperar o fundo de vale e o combate ao tráfico de drogas. Parabéns aos empreendedores do Marco Zero, o local está ficando maravilhoso, certamente será um dos mais importantes pontos de referência da nossa cidade.
LUIZ FURTADO (comerciante) Londrina
Inflação x juros
Juros negativados eram a aspiração de uma ala petista. Assim, na primeira oportunidade a ideia foi colocada em prática, o que possibilitou a retirada de alguns impostos, porém a inflação voltou e o povo está pagando um preço muito alto. Possivelmente, maior do que os juros. O mercado tem a sua dinâmica própria, não adianta inventar.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina
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