OPINIÃO DO LEITOR
Redução da maioridade já
O crimes cometidos pelos menores de idade, principalmente daqueles situados entre 16 e 18 anos, já romperam todos os limites suportáveis. A sociedade brasileira, insegura e assustada, necessita de medidas urgentíssimas para conter essa banalização da morte de inocentes. Os defensores da atual situação mais teorizam e filosofam do que apresentam soluções práticas e objetivas. O Estatuto da Criança e do Adolescente, criado há 23 anos, é ineficiente. O Estado falha em educação, saúde, na ressocialização dos infratores e não dá sinais que isso vai melhorar. Uma pessoa de 16 anos tem vontade própria, pode recusar ir à escola e ninguém é responsabilizado, está apto a votar e já tem maturidade psíquica. Estudos do Unicef mostram que dos 40 países mais avançados em direitos das crianças e dos adolescentes, apenas Colômbia, Peru e Brasil adotam a maioridade de 18 anos. Na Argentina é 16; no Egito, 15; no Japão e na Alemanha, 14; na França, 13; e na África do Sul, 7. Reino Unido e USA adotam a capacidade psíquica, em vez da idade, que varia de 7 a 10 anos. Por isso, não há razão plausível para "demonizar" a redução da maioridade penal no Brasil.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Idade penal
Ninguém é tolo pretender acreditar que reduzir a idade penal transformará o mundo num paraíso. Mas da mesma forma, o inverso é verdadeiro. Um dia a maior idade era 21 anos e reduziu-se para 18 e o mundo não acabou. Se reduzir é tão prejudicial como alguns apregoam, porque então não aumentamos para 35 ou 40? Iria fazer a felicidade de tanta gente por poder voltar a ser criança.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (advogado) - Londrina
Menores no crime
Acho que fixar uma idade penal não seja o ideal, mesmo porque daqui a pouco vamos voltar a esse tema. O melhor seria esquecer a idade e tratar do crime em si. Por exemplo, se a pena para o crime de homicídio for de 20 anos, que seja aplicada a pena. Se um adolescente acha que pode ser adulto e atira numa pessoa, deve ser adulto também para arcar com as responsabilidades. Pode parecer crueldade, porém tenho três filhos e os educo em casa. Se não fizermos algo urgente, vamos ter muito que lamentar num futuro bem próximo.
LUIZ ARTUR GUERREIRO TEODORO (servidor público) - Curitiba
Joaquim Barbosa
Concordo plenamente com o leitor Roberto Teixeira (Opinião, 15/4) sobre a reação emergencial dos magistrados, após terem sido "atacados" pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Entendo que o presidente do STF realmente bate forte, entretanto, nunca deixou de dizer a verdade. Essa sua forma diferenciada de tratar as "coisas públicas" tem feito com que ele consiga inimigos, entretanto, o número de simpatizantes e amigos que supera em muito essa meia dúzia. Na condição de cidadão que quer um país melhor, mais justo e com pouca corrupção (nunca vai acabar) tenho o presidente do STF como uma das poucas pessoas que podem provocar mudanças positivas em nosso país, mas para isso ele precisa contar com o nosso irrestrito apoio. Avante Joaquim Barbosa, estamos com você!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Correções
Diferentemente do informado na matéria "Paraná corre contra o tempo para acabar com lixões" (Geral, 17/4), Ibiporã tem aterro sanitário desde 2009.
Ao contrário do informado na matéria O perigo na batida do coração (Saúde, 8/4), os hospitais Universitário, Evangélico e Santa Casa de Londrina também realizam ablação por cateter, inclusive nos casos de fibrilação atrial.
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