Disputa mesquinha
Quando surgiu a notícia de que Londrina já não era mais a terceira cidade do Sul do País, os verdadeiros londrinenses sentiram-se feridos nos seus orgulhos. Mas a perda dessa posição para uma cidade catarinense foi em consequência de políticas erradas e mesquinhas de políticos e parte da população. Houve época em que optaram para que a cidade não fosse industrializada. Então, as cidades vizinhas agradeceram e Londrina perdeu os impostos, porém ficou com ônus. Tempos atrás um ex-prefeito impediu de todas as formas a implantação de um grande supermercado no terreno do antigo Colégio Londrinense com desculpas esfarrapadas. Perdeu-se aí 400 empregos diretos. Agora meia dúzia de pessoas quer impedir a instalação de um novo supermercado na Gleba Palhano, com argumentos sem cabimentos. Ora, por que essa meia dúzia de pessoas, que quer "tranquilidade", não vai morar em local ermo e distante de tudo? Aliás, o ex-prefeito que impediu a instalação do outro supermercado poderia vir a público explicar os reais motivos de sua "luta" para impedir a instalação do referido supermercado.
SIDNEY GIROTTO (médico) – Londrina

Maioridade penal aos 16 anos
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse à imprensa que ainda pretende conhecer a proposta do governador de São Paulo sobre a redução da maioridade penal. Ele também falou que não entende que o menor, que cumpre pena, tenha que ser encaminhado para um presídio em vez da Fundação Casa. "Temos verdadeiras escolas de criminalidade em muitos presídios brasileiros. Há exceções, mas temos situações carcerárias que fazem com que certos presos lá adentrem e, em vez de saírem de lá recuperados, saem vinculados a organizações criminosas." Diante dessa declaração e sem propostas para mudar a realidade prisional de adultos, o que esperar da mudança da maioridade penal a partir dos 16 anos? Senhor ministro, os menores de 18 anos estão assumindo todos os ônus relacionados com a criminalidade devido à proteção da legislação. Antes eles eram usados pelos meliantes adultos, hoje eles próprios estão planejando por conta suas ações criminais. Quantas pessoas de bem têm que perder a vida para esse menor, quando sabemos que a decisão de mudar cabe aos legisladores? Não vamos aguardar até o problema chegar em nossa casa, não concorda ministro?
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) – Itambaracá

Contra a PEC 37
Parabéns à FOLHA pelo editorial "Contra a PEC 37" (Opinião, 13/4). Muito lúcida também a opinião do leitor Antonio da Silva Pinhatari sobre a PEC da Impunidade na seção de cartas. E o que dizer do artigo de dom Orlando Brandes "A favor do Ministério Público" (Espaço Aberto) da mesma edição? Há muito venho apreciando os artigos do Arcebispo de Londrina aos sábados nesse mesmo espaço. E cada vez mais tenho me convencido da sabedoria e do bom senso de sua excelência reverendíssima. Feliz é a Igreja que tem um sábio como pastor. A Igreja de Londrina está de parabéns pelo seu pastor.
JOSÉ EDMUNDO MOURA (aposentado) - Ribeirão do Pinhal

Correção
Ao contrário do publicado no Informe Folha (Política, 17/4), a Comissão Especial dos Distritos foi criada no dia 14 de fevereiro último, portanto, antes do assassinato do comerciante no Distrito de Guaravera.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões poderão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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