Atentado em Boston
Segunda-feira, instantes após a tragédia de Boston, uma das coisas mais aterrorizantes que os cidadãos locais experimentaram não foram os estrondos ensurdecedores dos explosivos em série, mas uma insuportável onda do mais absoluto silêncio. Onda essa que varreu o país mais poderoso do planeta, de costa a costa, deixando claro que já foi-se o tempo onde os norte-americanos se sentiam tranquilos em qualquer parte do mundo, especialmente, nos quintais de suas próprias casas, caçados que estão sendo, inclusive por seus iguais. Pelo andar da carruagem, ainda testemunharemos horrores inimagináveis, numa escala só compreendida, em mirabolantes roteiros de filmes arrasa quarteirões, aliás, repetidos sistematicamente pela indústria de entretenimento visual, numa espécie de estados de pré-alerta, misturado com profecias óbvias, como se preparando seus próprios destinos.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) – Londrina

Próximos capítulos
Explosões ocorridas segunda-feira, durante a maratona de Boston, nos fazem procurar entender o motivo deste ocorrido. Possíveis atritos norte-coreanos, fantasmas de redes terroristas, os quais assombram o governo norte-americano há tempos ou meramente manuseios governamentais? É cabível uma compreensão unilateral? Essas atrocidades ocorrem quase que predominantemente entre conflitos árabe-israelense, guerras civis com regimes ditatoriais ou fundamentalismo religioso. Nesse universo nebuloso, com jogos políticos e eixos do mal passíveis de mudanças, o mundo se atenta, o povo se cala e a história se constrói.
HÍCARO MENDES (estudante) - Londrina

Maioridade penal
O assunto é polêmico e as discussões serão intensas e até apaixonadas dependendo da influência que um crime, principalmente assassinato cometido por um menor de idade, possa ter ou não sobre uma família. Acho até que a maioridade penal deveria ser com 12 anos, pois daqui a alguns anos estaremos discutindo uma idade inferior aos 16 anos desejados hoje, pois a bandidagem vai se adaptar ao que a lei mais lhe seja benéfica. A educação familiar é a base de uma estruturação de conceitos e de conduta de vida, e assim pouco acredito que os que hoje estão cometendo esses crimes serão em sua maioria capazes de se redimirem. Mas devo respeitar quem tenha essa convicção, e assim eles devem receber no seio de suas famílias esses criminosos menores de idade e se esforçarem para induzi-los ao bom caminho. E boa sorte, espero que os resultados sejam os melhores possíveis.
ANTONIO BENEDITO ALMEIDA CAMARGO (agrônomo) - Cornélio Procópio

Crise nos hospitais
A falta de políticas sérias resulta no caos hospitalar que a imprensa noticiou na semana passada. As UTIs dos três maiores hospitais de Londrina lotadas e no HU, mais uma vez, o pronto-socorro tendo que internar pacientes graves. Ao invés de elencar como prioridade o já antigo e notório problema da falta de leitos no HU, o governo preferiu um outro investimento: criar mais um curso de Medicina em universidade estadual, em julho de 2012, em cidade de 80 mil habitantes. Assim, recursos valiosos que deveriam atender os hospitais universitários já existentes estão indo para a onerosa instalação de mais uma escola médica desnecessária e inoportuna.
ROGÉRIO SANADA DE FREITAS (médico) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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