OPINIÃO DO LEITOR
Mobilização da sociedade
Bastante oportuna e esclarecedora a opinião do diretor da Associação Mãos Estendidas, Aldo Pedalino, no artigo "Maioridade penal" (Espaço Aberto, 11/4). A sociedade não pode cruzar os braços e abandonar suas crianças e adolescentes. É um tema delicado e complexo que deve ser avaliado, discutido e ordenado de forma racional, defendendo os direitos que essas crianças têm. Antes de julgar e condenar, papel que cabe ao Judiciário, a sociedade tem que mobilizar-se sim, cobrar penas severas sim, indignar-se sim. Com a desestrutura familiar, com a falta de escolas, com o abandono daqueles que farão o futuro amanhã, cabe ao Judiciário encontrar forma de penalizar menores infratores e não a sociedade, no clamor da emoção. Mal comparando, existem algumas centenas de casos de filhos que matam seus próprios pais, mas nunca vi mobilização para que as pessoas não tenham mais filhos.
KAREN AOKI ROMERO (professora de natação) - Londrina
Criminalidade
Apenas diminuir a idade penal dos jovens infratores não irá resolver o problema de segurança de Londrina ou do País. As mudanças têm que ser maiores e mais profundas. O primeiro passo é o controle de natalidade. Os cidadãos que não conseguem manter e educar seus filhos não podem tê-los à vontade. Mudar as leis da progressão de pena e dos indultos: apenas os réus primários poderiam gozar destes benefícios. Eliminar por completo os contatos físicos nos presídios seja com familiares ou até mesmo com seus advogados, o contato seria por um guichê separado por vidros e com comunicação eletrônica. Só, então, entraria a alteração da maioridade penal. A falta de respeito dos criminosos e dos novos pretendentes pelo sistema prisional é que os motiva a cometerem crimes. Se forem pegos, suas vidas, na grande maioria das vezes, irá melhorar (casa, comida, roupa lavada e em muitos casos salário para a família). Não temos dinheiro para dar saúde, educação e dignidade aos cidadãos de bem então precisamos economizar com os de má índole que optaram sozinhos em deixar para trás suas liberdades.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Maioridade penal é balela
Um adolescente de 15 anos atira e mata um pai de família que volta do trabalho.
Caro leitor, se você fizesse parte dessa história escolheria estar na cadeia ou no cemitério? Não vejo nenhuma diferença em morrer pela bala de um adolescente ou de um ladrão de 30 anos. Por isso, penso que qualquer que seja a idade de quem mata seu semelhante tem que ser retirado da sociedade (prisão), e ainda está levando muito vantagem. Gostaria de conferir a opinião desses defensores dos menores bandidos se estivessem no outro lado da história.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) - Santa Mariana
Aposentadoria vergonhosa
O jornalista Cláudio Humberto nos trouxe uma notícia que envergonha qualquer cidadão esclarecido (Política, 12/4): Roseana Sarney se aposentou no Senado Federal como analista nível 3 padrão S45 o mais alto daquela casa que, mesmo com o redutor, vai receber R$ 26.700,00 (aproximadamente 40 salários mínimos). Governadora do pior Estado da União, com os índices vergonhosos na saúde, educação, segurança, etc., nunca trabalhou no Senado. Mas está no sangue, é só lembrar dos escândalos de sua família. O pior é que após 33 anos de recolhimento e me aposentei com 4,5 salários e recebo pouco mais de dois salários. É vergonhoso. E Pelé quando disse que nós não sabíamos votar foi criticado. É a mais pura verdade. Quando o presidente da França, Charles de Gaulle, disse que o Brasil não era um país sério, será que ele estava falando uma mentira?
MILTON SIMÕES (comerciante) Londrina
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