OPINIÃO DO LEITOR
Joaquim Barbosa
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pode até ter sido áspero nas palavras, mas foi absolutamente verdadeiro. Há muito tempo alguém já deveria que ter dito aos representantes das associações de magistrados e ao público em geral que a justiça não pode continuar funcionando como um balcão de negócios e regalias. Barbosa tocou no ponto mais sensível de qualquer ser humano, o bolso. Com isso, atraiu a fúria de todos, que rapidamente se organizaram para emitir uma nota de repúdio às manifestações do presidente do STF. Os juízes foram eficientes e velozes para atacar as declarações de Barbosa. Entretanto, a mesma agilidade nunca foi vista nos julgamentos que se arrastam por décadas. Quando se trata de assuntos importantes, tais associações não se mobilizam rapidamente, nem lentamente. Preferem ficar em cima do muro. Um dos inúmeros exemplos é a PEC 37. Até o momento, não se viu nenhuma manifestação (lenta ou veloz) por parte dos magistrados apoiando o direito e o dever que o Ministério Público tem de investigar corruptos. Joaquim Barbosa não trouxe nenhuma inverdade ou novidade. Todos ligados ao Judiciário sabem que existem vários privilégios, tais como vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade salarial, entre tantos outros. Criar resorts à beira-mar, como Joaquim definiu, é dispendioso e desnecessário. Uma readequação lógica traria mais agilidade, contudo, mais trabalho para os nossos magistrados. Vamos esperar o veredicto.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Caso Feliciano
Democracia é o povo escolhendo quem deve trabalhar para ele. Mas o que está acontecendo? Eles - os nossos escolhidos - criaram regras que, uma vez lá instalados, nós os seus patrões não podemos mais demiti-los. Criaram uma situação que, somente outros escolhidos, por nós, possam demiti-los. E o que está acontecendo? Veja o caso - para citar o que está mais em evidência (graças ao trabalho da nossa imprensa) - do nosso funcionário Marco Feliciano (cargo deputado), peitando tudo e todos, como o dono do poder. Temos que nos mobilizar. Essa democracia não nos satisfaz, se contratamos um empregado, e ele não serve, temos que - nós e não nossos representantes - ter o poder demiti-lo sim. Só para lembrar: há quanto tempo esse indivíduo está se defendendo? E o trabalho para o qual foi contratado? O que acontece com um empregado que não trabalha?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Uso da buzina
O leitor Adilson Leme da Silva (Opinião, 11/4) confessa que foi multado pela CMTU por "usar buzina prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto" e, revoltado, faz várias sugestões a respeito. Vamos observar o seguinte: a buzina é um importante instrumento de comunicação no trânsito e o Código de Trânsito Brasileiro define seu uso para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes, mas sempre em toques breves e respeitando os locais próximo a hospitais e casas de saúde. E nós ainda seguimos uma regrinha básica: gente fina não buzina.
ANTONIO CARLOS COTRIM (comerciante) - Londrina
Maioridade penal
A população pede a redução da idade penal que hoje é de 18 anos, mas se isso vier acontecer os criminosos irão utilizar as crianças. É preciso que as leis sejam cumpridas. Criminoso na cadeia tem mais benefícios que qualquer trabalhador comum: é redução da pena por trabalho, indulto de fim de ano.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) Londrina
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