Redução da maioridade
Finalmente uma opinião sensata que vale a pena ler, refletir e é claro concordar como o artigo "Maioridade penal", do diretor da Associação Mãos Estendidas de Londrina, Aldo Pedalino (Espaço Aberto, 11/4). É mesmo muito fácil e cômodo acreditarmos que a redução da maioridade penal resolverá o problema da violência e o debate sobre a redução da maioridade penal sempre vem à tona quando ocorre algum delito cometido por um jovem menor de 18 anos, principalmente se a vítima for da classe média ou alta. Os direitos previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que existe desde 1990, não são cumpridos. Antes de propor a redução deveriam ser garantidos esses direitos. Entendo que isso é a premissa para o debate sobre segurança e a redução da violência. Então, o problema não é a falta de lei, é a falta de cumprimento dela. O ECA, por exemplo, não foi totalmente colocado em prática até hoje. Somente com a efetivação das políticas públicas, melhorias no acesso à educação, à saúde, ao emprego, ao lazer, etc, permitirão a mudança tão sonhada nos índices de criminalidade que envolve nossos adolescentes. Essas políticas públicas serão efetivadas e executadas a partir do nosso envolvimento sério com o problema, e como bem disse o sr. Aldo.
EDNA HERMETO DOS SANTOS (professora) - Londrina

‘PEC da impunidade’
"A Proposta de Emenda à Constituição 37 se configura como um vampiro que suga da sociedade, o Direito, a Justiça e a verdade." Esta frase foi proferida por uma autoridade que compôs a mesa diretiva do manifesto contra a nefasta proposta de mudança daquela que o lendário Ulisses Guimarães chamara de Constituição Cidadã, realizada quinta-feira no auditório do Sincoval. Manda o bom senso que mudanças devem ocorrer para beneficiar a sociedade, diferentemente dessa excrescência que tramita no Congresso Nacional que visa tirar do Ministério Público o legítimo direito de, agindo como único representante da sociedade, combater a corrupção e os desmandos, tão comuns na administração pública em todos os níveis. Londrina, sede do mais autêntico movimento denominado "Pé-vermelho, Mãos Limpas", reconhecido internacionalmente, se junta a outras manifestações que, por certo, terá bom resultado. Ao deputado que defende a aprovação da PEC, fica tácito o seu apoio à impunidade, e ao que está em cima do muro, a demonstração de oportunismo, deixando para tomar posição segundo o resultado da votação. Há um livreto no qual está escrito que ‘todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido". Se assim é, façamos desse poderoso instrumento de que dispomos para mobilizar o país, mostrando aos nossos lídimos representantes defensores da PEC 37 que eles estão na contramão da história.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) – Londrina

Exame da OAB
Excelente a exposição do advogado e professor Danilo Del’Arco no artigo "Exame da OAB: de quem é a culpa?" (Espaço Aberto, 10/4) sobre o alto índice de reprovação no Exame da Ordem. Respondendo à indagação: "A curpa é du MEC qui altorisa eças faculdade funcioná. Voça Cenhoria concorda cum a maioria de nóis formando, dotor?".
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

‘Fruto de ouro’
Agora que compreendi, quase 600 anos depois, por que o frugal tomate foi denominado "pomodoro". Quem diria, em plena entressafra, adquirimos o "fruto de ouro" valendo o peso em quilates.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina

Correção
Ao contrário do que publicou na matéria "Gaeco vai apurar suposto crime de ex-diretor da CMTU" (Política, 11/4), o nome do advogado da funcionária Maria do Socorro é Raje Mustapha Kassem.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup