OPINIÃO DO LEITOR
Criança hiperativa
Sou mãe de um menino que, no último ano da Educação Infantil, foi diagnosticado pela equipe pedagógica e professores como hiperativo com TDH. Minha reação foi de medo e impotência, até que consultei a pediatra dele e me aprofundei sobre essas síndromes. Uma ressalva: ele faz todas as tarefas de sala sem dificuldade, chega em casa e narra o feito "em detalhes", o que me intrigava. Depois de seis meses de espera, consegui a primeira consulta com uma neuropediatra, profissional responsável por confirmar ou descartar o diagnóstico da escola. Segundo a profissional, muitas crianças são rotuladas e até medicadas sem necessidade. Nunca me afastei da escola, me coloquei a disposição, deixei claras minhas intenções de colaborar com a única finalidade de ajudar meu filho e entender as causas e consequências do diagnóstico. Foi solicitado um eletroencefalograma e aguardo o resultado e o laudo do especialista. Essa breve narrativa parece ser as de muitas outras mães. Juntos família, escola e médicos estamos trabalhando. É difícil dizer qual é a raiz do meu problema, mas estamos optando pelo reforço positivo assim que ele for bem sucedido com suas tarefas cotidianas em casa e na escola. Como pedagoga recém-formada compreendi que é preciso buscar conhecimento e capacitação para lidar com as dificuldades encontradas no dia a dia escolar para dar suporte à família.
Vamos cobrar
Foi preciso a morte de um comerciante conceituado na cidade para que fossem reveladas de vez a insegurança e a impunidade que toma conta de Londrina. A sociedade civil (nós) não pode esperar que morra um ente querido na mãos de marginais para depois querer gritar por socorro. Vamos começar agir antes que isso aconteça, cobrando das autoridades municipais para que elas cobrem das estaduais, pois do jeito que está não dá mais para continuar.
Vítimas de marginais x direitos humanos
Mais uma vítima para os registros da violência em Londrina. Mais uma família destruída por marginais menores de idade. Mais um monte de indignação da sociedade, clamando por justiça. Pergunto aos defensores dos direitos humanos: até quando vocês vão proteger esses "animais"? Por acaso foram dar algum suporte para a família do empresário José Luiz de Souza? Onde estão os direitos humanos de um trabalhador, de um pai, de um filho, de um amigo querido que se foi de maneira tão brutal e cruel? Desculpe-me as instituições religiosas (sou católico) que também pregam os tais direitos humanos aos apenados, mas até quando vocês irão passar a mão nas cabeças dessas ovelhas negras? Mudar a maioridade penal (seria uma utopia) não é interesse do Congresso Nacional. Direitos humanos são para os trabalhadores.
Amigos para sempre
Oportuno o artigo "Aos olhos de d. Geraldo", do presidente da Acil, Flávio M. Balan (Espaço Aberto, 24/3), que teceu considerações sobre dois amigos que jamais serão esquecidos: dom Geraldo Fernandes e Edmilson Montenegro. Em 1969, tive o privilégio de cair nas graças do d. Geraldo, ocasião em que ele participou do Movimento de Cursilho de Cristandade em Ponta Grossa. O cursilho era o xodó de d. Geraldo, sempre contávamos com sua orientação ou apenas uma visita de cortesia. E o Montenegro? Também a ele a sociedade de Londrina deve muito, pois não media sacrifício para trabalhar em prol da igreja.
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