OPINIÃO DO LEITOR
Pombinhas em Londrina
Era uma vez um bosque verde, que a Companhia de Terras deixou como patrimônio a Londrina. Era um lugar agradável de passeio, de descanso. Agora virou um depósito de fezes com cheiro horrível e perigo iminente à saúde de todos nós. Quem mora ao lado do Bosque, como eu, não aguenta o fedor. Visitem a Praça Sete de Setembro para ver o chão forrado de sujeira no lugar de flores! Em tempo de chuva não dá para andar por lá. Os que visitam Londrina dizem que a cidade é suja, abandonada, um chiqueiro. Podem discutir sem fim: não há outra solução senão matar as pombas. Se mata rebanhos inteiros por causa da vaca louca ou da aftosa, e tem receio de resolver esse desequilíbrio ecológico que é a superpopulação de pombas em lugares inapropriados? Não se vê pomba nas árvores à beira do Igapó. Já perceberam isso? Não é estranho? As cidades grandes da Europa, como Veneza, Milão, Roma, etc., antigamente infestadas de pombas que faziam a alegria dos turistas, as eliminaram. Precisa de solução definitiva e sóbria: sacrificar esses intrusos perigosos, antes que mais gente morra, para o bem de Londrina e seu povo.
MONSENHOR BERNARD GAFA (pároco da Catedral) - Londrina
Excesso de pombos
Até quando vamos ver morrer pessoas por causa dos pombos? Já tentaram de tudo e nada. No meu ponto na Rua Sergipe com a Hugo Cabral tínhamos problemas com pombos. Foi só aparecer um casal de gaviões que eles sumiram. O que falta é vontade das autoridades em resolver o problema. O que não entendo é a Praça Sete de Setembro com aquela nojeira de fezes de pombos, que fica em frente a um restaurante. Todo mundo pisa na calçada imunda e entra no restaurante para almoçar! Cadê a vigilância sanitária? Cadê a Sema e o Ibama para dar explicações à família do colega taxista Sidney José da Silva? É preciso buscar soluções para eliminar os pombos que se tornaram uma praga na cidade.
CESAR ELIAS ISSA JUNIOR (taxista) Londrina
Colheita da paz
Estamos num momento alarmante com a onda de violência, especialmente os mais recentes e lamentáveis latrocínios contra empresários conceituados de Londrina e região. E aí surgem os protestos pela paz, pela redução da idade para fins criminais, por maior repressão, aumento das penas, etc. No entanto, é preciso relembrar um preceito bíblico: "Colherás o que plantares". Será que plantamos a paz que agora queremos colher? A resposta é negativa. Se estamos colhendo um alto índice de violência é porque a plantamos algum tempo atrás, quando negligenciamos na educação, saúde, família, religião, etc. Enquanto pagamos bons salários para os delegados, promotores, juízes e políticos visando a obtenção de leis e medidas repressivas, pagamos um salário mínimo ao professor que deveria ser uma das profissões mais valorizadas. E este, além de não ter condições mínimas de trabalho, ainda apanha dos alunos. Queremos boas leis e votamos em políticos corruptos ou nos que representam o nosso segmento, sem nos preocupar com o social; queremos jovens educados e sadios e não investimos em educação e saúde. Ou seja, colhemos o que plantamos e se não mudarmos, com urgência, a nossa forma de plantar não há como esperar por boa colheita, não há como esperar pela paz.
ANTONIO JOÃO DE MELO (advogado) - Londrina
Falta de atenção?
Manifesto minha indignação pelo descaso da Prefeitura de Londrina, quanto à não realização do cadastro na Receita Federal para doação direta na declaração do Imposto de Renda ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente. Por outro lado, parabenizo o município de Figueira que está entre as oito cidades do Paraná cadastradas e que fará jus à minha doação.
DOMINGOS ALVANHAN (cirurgião-dentista) - Londrina
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