Maioridade penal x sistema educacional
Muitas vezes já ouvimos falar da redução da idade penal em nosso País. O ser humano realmente deve arcar com as consequências de seus atos, independente se é menor de idade. No entanto, junto com essa discussão, deveria vir também à tona, uma discussão fervorosa envolvendo mudanças em nosso sistema educacional, permitindo às nossas crianças um maior contato com o aprendizado, mas que pudessem aprender mais sobre ética, respeito, companheirismo, até mesmo uma profissão. Muitas vezes devido à desestrutura familiar, essas crianças não recebem estes ensinamentos em suas casas (quando as têm). Pouco podemos esperar de crianças que crescem nas ruas em contato com inúmeras formas de violência. Devemos sim rever, e com urgência, a maioridade penal, mas como fechar os olhos diante de tão crescente violência? Como não relacionar esta crescente violência à forma de como cuidamos de nossas crianças? O que podemos esperar de um país onde o investimento em prisões é muitíssimo maior do que o investimento em educação? Não estaríamos nós produzindo nossos próprios algozes? O debate sobre maioridade penal é importantíssimo e realmente deve acontecer, no entanto, vejo esta discussão: maioridade penal, como uma construção iniciando-se pelo telhado em vez da base.
NILVA MEDEIROS KATAOKA (servidora pública) - Londrina

Agilidade
A Polícia Civil de Londrina, sob o comando do delegado Márcio Amaro e do superintendente José Márcio Ilkiu, mostrou eficiência e agilidade colocando atrás das grades os seis envolvidos no assassinato do empresário José Luiz de Souza. As leis e o Poder Judiciário, frouxos, também mostraram agilidade colocando rapidamente em liberdade as adolescentes que confessaram participação no crime. Diante desde descalabro, só nos resta aguardar a agilidade dos nossos legisladores para que revejam a questão da maioridade penal. É inadmissível que em um país minimamente civilizado o partícipe de um latrocínio seja colocado em liberdade com tanta presteza. Isso representa um estímulo à bandidagem e a certeza da impunidade.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina

Maioridade penal
A opinião do leitor Luiz Furtado (Opinião, 2/4) retrata, em síntese, o que o poder público deveria e não fez há décadas. A imprensa, por mais sensacionalista que seja, não inventa fatos. A situação em que nos deparamos no cotidiano envolvendo menores no crime é insustentável e a redução da maioridade penal é um dos remédios amargos que devem ser administrados a curto prazo. Quanto aos efeitos colaterais, o benefício, indubitavelmente, será bem maior do que o custo.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

Avaliação de Kireeff
Com relação à matéria "Políticos avaliam a gestão Kireeff" (Política, 31/3), tenho a impressão que eu, Márcia Lopes e Barbosa Neto não moramos na mesma cidade. Eu não consigo enxergar o primor e a eficiência de administração das quais se dizem protagonistas, e que querem mostrar. Barbosa declarou que deixou uma prefeitura saneada. Entenda-se isso como uma cidade bem administrada e com os seus principais problemas resolvidos. Márcia elogiou efusivamente a gestão do seu partido, de 2001 a 2008, exaltando o prefeito da época. Ora, é muita pretensão. As pessoas bem informadas sabem que, desde o término do mandato de Wilson Moreira, Londrina vem experimentando os mais diversos infortúnios na administração municipal. Quando não foi corrupção, foi incompetência e, às vezes, ambas juntas. Depender de um indecente Profis para encerrar o exercício é demonstração de falta de planejamento e desorganização financeira. O retrocesso no desenvolvimento do município provocado pelo petista e os escândalos administrativos do pedetista contrariam visceralmente o discurso desses políticos. Por favor, não menosprezem a nossa inteligência.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­derão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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