OPINIÃO DO LEITOR
Tempestade de fezes
Apesar da diretora da Vigilância Sanitária de Londrina tentar minimizar a gravidade da situação, a criptococose é preocupante, justamente pelo fato de ter havido uma vítima fatal. Na região mais atingida pela "tempestade de fezes" existem muitos trabalhadores fixos, além de um enorme fluxo de pessoas que transitam no centro da cidade. Fato mais lamentável, ainda, é a permissão para os lancheiros ambulantes comercializarem alimentos a céu aberto na praça Marechal Floriano, expondo seus clientes à doença. As pessoas, descuidadas ou ignorantes ao risco, sentam-se nas escadarias sujas e fétidas da praça e sob as árvores impregnadas de fezes fazem suas refeições. É comum também termos que utilizar os parquímetros da Zona Azul e os mesmos estarem com seus visores encobertos pelos excrementos. Quando chove o odor é insuportável e o risco de queda é iminente, além da péssima sensação de estarmos caminhando sobre um lamaçal de porcaria. Pelo tempo que o problema persiste, já passou da hora das autoridades tomarem medidas eficientes para resolvê-lo. Uma providência paliativa seria a lavagem frequente dos locais mais sujos, o que amenizaria o perigo de propagação da doença.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Corintianos na Bolívia
Ao comentar sem sua coluna matéria da revista Isto É, que traz como capa o sofrimento dos corintianos presos na Bolívia, o sr. Oswaldo Militão perguntou: "Onde está o bando de loucos, que abandonou seus amigos por lá?". Gostaria de esclarecer que as torcidas do Corinthians estão dando total apoio aos presos e familiares. Já foram organizadas duas manifestações em frente ao consulado da Bolívia em São Paulo, foi organizada uma grande festa beneficente na Gaviões da Fiel, onde toda renda foi destinada para ajuda jurídica e pessoal dos presos. Os diretores da torcida estão na Bolívia acompanhando todo o processo, levando roupas limpas e alimentos, além de a torcida ter alugado uma casa lá para, talvez com residência fixa, facilitar uma eventual liberdade provisória. Uma carta de protesto foi protocolada no consulado da Bolívia, assim como um pedido de audiência com o cônsul geral, que foi negado. Mais eventos e mais protestos estão por vir, as autoridades podem ter abandonado os brasileiros, mas o "bando de loucos" está com eles até o fim.
MAX EDUARDO ROSA (auxiliar administrativo) Londrina
Reconhecimento
A classe das empregadas domésticas finalmente teve seu reconhecimento. Os argumentos de que os encargos levarão à informalidade não são pertinentes ou vamos tirar os benefícios sociais de outras profissões para que se aumente o número de vagas. As famílias não são empresas que geram lucros, todavia ter uma pessoa para fazer os serviços que as madames podem fazer é realmente um luxo para quem pode pagar. As pessoas que se acham a classe média só porque têm um carro financiado em 84 meses que coloquem a barriga na pia de sua cozinha e mãos à obra. Parabéns às domésticas que cuidam do único bem que vale alguma coisa para seus patrões, a família.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul
Terceirização: licitação faraônica
A quem interessa a terceirização de serviços públicos no Paraná? Um fato é inquestionável, o povo paranaense paga e muito bem para o governo do Estado, esperando deste melhor retorno na prestação de serviços. Se o governo recebe nada mais justo oferecer melhores serviços. Qual a finalidade de passar para a iniciativa privada atribuições do Estado? Terceirizar serviços é transferir para outro o que é competência do Estado. Abdicar de prerrogativas constitucionais é no mínimo demonstrar falta de respeito com o erário público.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) Londrina
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