Estrada do Colono
Aberta desde 1924 e de repente vira polêmica. É época de "desenvolvimento sustentável" e sustentabilidade é palavra de ordem. Que bom tudo isso. Antes tarde que nunca. Duplicam-se tantas vias ainda hoje sem tanta polêmica, não é mesmo? Radicalismo e falta de vontade política geram atrasos. Como não sou radical, pensei em uma "estrada subterrânea". Talvez uma estrada sobre altos pilares. Quem sabe uma estrada "ferry-boat" sobre trilhos? Ou uma pista que só desce pra ir e outra que só desce pra voltar? Complicado. O que falta é os interessados sentarem e conversarem. Discutirem projetos e decidirem o melhor pra todos. Há jeito para tudo sem radicalismo e com vontade política e ação. Quanto aos bichos, façam como o primeiro mundo todo faz. Deem passagens só por baixo da estrada e eles viverão muito bem. Sem tubulações, naturalmente. Já os pássaros sabem por onde ir. Com civilidade, raciocínio e união de boas ideias, tudo é possível. Ela pode voltar a ser do colono, do turista, da natureza admirada e de muita vida para todos.
LAERCIO BALDI (servidor público aposentado) – Rolândia

Boa morte?
Eutanásia é uma palavra derivada do latim e significa boa morte. Mas, será que é boa mesmo? Você gostaria de ser levado à morte sem ao menos ser consultado? Segundo a nossa Constituição e os Direitos Humanos, todos têm direito a saúde, entre tantos outros direitos e deveres. Frente a um direito destes, quem dá a liberdade para uma prática como esta? Em um caso como o que aconteceu na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba é inadmissível que não sejam revistas as medidas tomadas para os pacientes em centros médicos. As pessoas recorrem aos médicos para serem salvas e, hoje em dia, passamos a ter medo de algum dia depender de certos médicos para sobrevivermos porque não sabemos o que pode ser realizado dentro das UTIs. Um ato como esse pode ser comparado com um assassinato, assim como os que acontecem nas ruas e que estamos cansados de ver nos jornais. Espero que não nos voltemos apenas para a prática da eutanásia ocorrida em Curitiba, mas que também não deixemos impune as pessoas que tiram todos os dias a vida de outras, e andam por aí livremente.
GIOVANA PAGLIARI DOS SANTOS (estudante) – Cambé

Justiça
Passados quase três anos da morte de Eliza Samúdio e da prisão do goleiro Bruno, finalmente chega o seu julgamento. No dia 6 de março ele foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, por ter confessado a participação no crime, mas seu advogado, Lúcio Adolfo, já apresentou à Justiça o pedido de anulação do julgamento. Por enquanto ele ainda está preso, mas até quando? Logo nos perguntamos: e se ele for solto, qual será a reação da população, e pior, a reação desses covardes que batem ou matam mulheres e ainda se dizem homens? Será que se ele for solto a violência contra a mulher não aumenta por falta de uma punição exemplar? Portanto esse julgamento é de extrema importância, pois seu resultado deve servir de exemplo para que outros como o goleiro Bruno, que matam ou batem em mulheres, sejam punidos e retirados da sociedade para que essa triste história não se repita outras vezes.
ALINE SAKAGUCHI (estudante) - Londrina

Correção
Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Cresce mercado de seguro de pessoas" (Economia, 13/3), o seguro de responsabilidade civil é pago ao profissional no caso de ele precisar indenizar clientes por força de decisão judicial.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me comple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões poderão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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