OPINIÃO DO LEITOR
De volta às origens
O professor Agnaldo Kupper (Espaço Aberto, 6/3) me desaponta, como católico, ao dizer que "será mais cristão e menos católico", como se essa atitude fosse resolver os problemas de pedofilia, desvio de dinheiro, de propósitos, etc. Esquece o prestigiado professor que a Igreja Católica abrange um universo de 1,2 bilhão de pessoas e uma gama enorme de diversidade cultural. Aninham-se em seu seio, pessoas das mais diversas estirpes e de condutas variadas. Sua Santidade o Papa prestou serviços a nossa Igreja por cerca de sete décadas. Por ser humano, talvez tenha se sentido incapaz, fisicamente, de combater os desmandos de uma maneira eficaz e então, numa demostração de altruísmo, cede seu posto a outra pessoa mais nova, que com maior jovialidade e desenvoltura possa resolver grande parte destes problemas. Em Jó 21, 18b Jesus diz: "Mas, quando fores velho estenderás as tuas mãos e outro te cingirás e te levará para onde não queres". Prezado professor: A Igreja somos nós, pois segundo Paulo, somos o templo do Espírito Santo e cabe a cada um, dentro de seu meio, corrigir o que destoa dos ensinamentos do Pai. Desejo que a eleição do novo Papa restitua a você o antigo viço e brilho que a Igreja Católica lhe proporcionava.
Edson Medardo Scarchetti, (bacharel em Teologia) Londrina
Conservadorismo
Muitos esperam que o novo papa mantenha a postura conservadora semelhante à de seus antecessores Bento 16 e João Paulo 2º, pois temem que mudanças piorem a qualidade da Igreja. Muitos jovens acreditam que esta preocupação é em vão. No Concílio Vaticano 2º foram definidas alterações significativas, como a missa realizada com o padre voltado para os fiéis e na língua destes, que foi algo positivo e acabou aproximando as pessoas da Igreja. Portanto, no momento em que estamos com vários questionamentos sobre divórcio, casamento homossexual, entre outros, seria fundamental a convocação de um Concílio Vaticano 3º, tanto para a população como para a própria sobrevivência da Igreja.
RAQUEL CAROLINA SIMÕES SIQUEIRA (estudante) Londrina
Brasil e primeiro mundo
Tenho certeza que políticos como o senador Renan Calheiros, eleito para presidente do Senado apesar do passado político duvidoso e cheio de máculas, jamais conseguiria ser eleito em países como Inglaterra, Japão e Estados Unidos. Nesses países, onde a educação, a cultura e o comprometimento dos candidatos com as causas do povo são prioridade, quando cometem deslizes, busca-se o seu afastamento ou na eleição seguinte eles são simplesmente ignorados pelos eleitores. Infelizmente, isso não ocorre no Brasil. Nossos políticos, cientes dessa incapacidade de discernimento, perda de memória dos atos nocivos por eles praticados e certos de que não sofrerão nenhum tipo de retaliação, deitam e rolam. É muito triste porque um povo que permite que políticos com esse perfil se elejam e até assumam cargos da mais alta relevância no cenário político nacional demora muito para sair da pobreza.
JOÃO MASSARUTTI (professor) Londrina
Guerreiros
Vamos aplaudir até o fim o Londrina, um elenco de guerreiros. A partir do instante em que houver o recurso da imagem de televisão para evitar erros de arbitragem acabará o favorecimento a times com mais peso político, para que um jogo não seja decidido de forma injusta, por conta de uma interpretação da arbitragem. Sabemos que a Fifa não vai permitir o uso da tecnologia, então precisamos profissionalizar árbitros já!
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) Itambaracá





