Falta segurança
A manchete da Folha de Londrina "Fuga em massa no 4º Distrito" (Geral, 25/2) mostra com clareza como está a segurança pública no Norte do Paraná e o descaso do Governo Estadual. Elementos armados invadem uma delegacia, batem nos policiais, libertam mais de 80 presos, roubam armas e até a viatura da polícia. Tudo isso nas margens da Avenida 10 de Dezembro, não muito longe do 5º Batalhão da Polícia Militar. Onde já se viu apenas dois policiais tomando conta de mais de 80 presos? É necessário uma posição mais firme da sociedade civil organizada, pois dos políticos daqui não há muito o que esperar, e cobrar do Governo. Não sei onde vamos parar.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) – Londrina

‘Estamos de olho’
Gostaria de conclamar os torcedores do LEC e a imprensa esportiva a iniciar uma campanha durante esta semana pela arbitragem do jogo do próximo domingo no Estádio do Café. Vamos deixar a Federação Paranaense de Futebol e o árbitro de orelha em pé, para que não tentem "roubar" nosso Tubarão. Eles precisam saber que estamos de olho para assim termos um jogo de igual para igual. O nosso time está muito motivado, como estava no ano passado. Mas este ano temos que fazer diferente. Vamos correr antes, para pelo menos termos uma arbitragem justa e para que o melhor vença em campo. É disto que nosso LEC precisa: de uma torcida vibrante e uma imprensa esportiva que luta pelo time.
WELLINGTON OEDA DO CARMO (representante comercial) – Londrina

Muita burocracia
Em relação à matéria "Professores de creches param atendimento" (Geral, 26/2), sei o quanto é complicado a quantidade de documentos que se tem que mandar para a Prefeitura para que eles liberem os pagamentos dos funcionários. Conheço a competência das entidades que estão cuidando destes Centros de Educação Infantil, até porque eles não cuidam somente de um centro. Queria apenas ressaltar que a Prefeitura deveria se atentar mais com a burocracia de documentos, pois quem cuida dessas creches não ganha nada por isso.
VINICIUS GONÇALVES DE SOUZA (vigilante) – Londrina

Mitos sempre prevalecem
As manifestações humanas diante de eventos de grande proporção são muito interessantes. Alguns dizem que vivemos tempos de secularização, racionalidade e dessacralização, isto é, seriam tempos de afastamentos dos mitos e crendices populares, graças ao avanço da ciência e da tecnologia. Bom, esta é apenas uma forma de ver a secularização, pois o que mais vemos atualmente é a mistura, a bel-prazer e na medida da conveniência, do mito e do misticismo, da razão e do racionalismo, como afirma o popular é "tudo junto e misturado". Digo isto depois de ler inúmeros compartilhamentos e reflexões sobre o "final dos tempos". Esse medo apocalíptico tem surgido após a renúncia papal. Interessante avaliar que todas as vezes que o bispo de Roma se pronuncia, morre ou renuncia, os crentes tremem na base e ficam alardeando o final dos tempos. Será o que o povo ainda acredita (de verdade) que o papa é o representante da besta narrado no livro do Apocalipse? Será que as pessoas acreditam mesmo que o mundo está jogado às brincadeiras e desavenças do mundo celestial, onde anjos e demônios vivem brigando? E o que me assusta, um pouco mais, é ver pessoas com formação teológica regurgitando isso. Ou isto apenas mostra que têm uma pseudoformação. Talvez seja a demonstração empírica da chamada pós-modernidade: fragmentação e fluidez.
EDSON ELIAS DE MORAIS (cientista social) – Londrina

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