Os donos do poder
Num país onde grassa a ignorância e é pasto farto aos maus políticos, a quantidade de votos dos ingênuos é enorme e de fácil "manuseio". Quando atingem o poder se arvoram como seus proprietários afrontando tudo e a todos. Não foi assim em relação a uma decisão do STF quando o deputado Marco Maia (PT-RS) se manifestou dizendo que não iria acatá-la (cassação)? Já não tem condenados do mensalão que, esgotadas todas as suas "esperneadas" no Brasil (se julgavam deuses), agora vão pedir para os "papas" de fora darem um jeito? Que força estranha (?) tem esse condenado, a ponto de dizer ao Brasil que o senador Renan Calheiros, (homem de confiança de Lula) denunciado como criminoso, está sofrendo perseguição? Quem vai proteger o Brasil "disso" aí, se quem contratamos (através do voto) para nos representar depois que assume o poder faz exatamente o contrário: vira as costas ao povo e só pensa nas articulações para permanecer no poder? Isso é democracia? Precisamos instruir nossos cidadãos. Que tal se começássemos com a implantação obrigatória na grade curricular de estudos políticos?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (professor) – Londrina

'O perigo começa em casa'
Ao ler a reportagem "O perigo começa em casa" (Cidades, 22/2) sobre os cuidados com crianças, surgiu uma dúvida sobre uma situação que presenciei na última quinta-feira. Observei uma senhora acompanhada de uma menininha entrar em um táxi em frente a um colégio. Detalhe: não havia cadeirinha de segurança. Fico pensando se todas as crianças têm que andar na cadeirinha, como no táxi essa menina pôde andar solta? Será que as mães com crianças pequenas não poderão andar de táxi?
FABIANA MACHADO ROSSI (auxiliar administrativo) – Londrina


Hospital do Senado
O Senado Federal possui um hospital próprio, com 2,7 mil m² e que não chega a fazer, sequer, 5 mil atendimentos por mês. Os médicos chegam a ganhar um salário de até R$ 42 mil mensais e uma grande quantidade deles é proprietária de clínicas particulares, o que é totalmente lícito. Acontece, porém, que após o primeiro atendimento, é prática habitual encaminhar os "pacientes" para que prossigam o tratamento em suas clínicas particulares, pois todos os custos serão reembolsados pelo Senado, digo pelo contribuinte. O que causa indignação é que existe uma lei proibindo esses médicos de cobrarem procedimentos, que em novembro de 2012 nos custaram R$ 56 milhões. Isso, sem mencionar os atendimentos a fantasmas, nunca apurados. Enquanto isso, o coitado do cidadão tem dificuldade para obter remédio infantil nos postos de saúde. Que diferença tem o Senado do Brasil para o Senado da Roma antiga? Qual seria o mais corrupto e desumano?
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Excesso de feriados
Gostaria de saber como o Brasil se tornará um país desenvolvido se além das "travas" no setor público e político (corrupção, burocracia), o povão brasileiro não é muito chegado ao trabalho? Sabemos que o desenvolvimento de um país depende quase que exclusivamente da força de trabalho e a lisura das instituições (principalmente governamentais). Existem no Brasil feriados que não há mais razão de ser. Esse do carnaval, por exemplo: só existe nas grandes cidades, cidades turísticas e na mídia. O problema não é apenas o feriado em si. No Brasil quando um feriado cai na terça ou na quinta, os bancos e o setor público "matam" a segunda e sexta e o comércio e indústria, que são realmente os setores produtivos, mas dependem dos outros dois setores, têm que acompanhá-los. E assim aqui vai virando o paraíso da ociosidade!
SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina

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