Turismo sexual
Quando perguntamos a estrangeiros qual é a imagem que têm do Brasil, eles imediatamente erguem os braços e começam a rebolar. Ou seja, pensam imediatamente nas comemorações do carnaval, com as mulatas seminuas e até mesmo nuas (usam pintura corporal) sambando na pista. Quem assistiu ao jogo Inglaterra x Brasil, em Londres, dias atrás, pôde ver, no intervalo do jogo, entrarem em campo mulatas requebrando e se exibindo para o público. Se essa é a imagem do Brasil que é passada ao mundo todo, como querem que não haja o turismo sexual no País?

MILTON DE CASTRO (corretor de seguros) - Londrina




Campeão de caratê
Com relação à matéria "Carreira de campeão do caratê sob risco" (Esporte, 10/2), fico pasmo ao ver o descaso das pessoas, entidades e instituições envolvidas, incluso, aí, o poder público através da Fundação de Esportes, quando surge a possibilidade de um novo campeão, como Arthur Menezes, Thiago Tatsuya, Gabriela Kato e Cristiano Martins. A Confederação Brasileira de Caratê e suas filiadas estaduais ignoram os esforços dos atletas, mas se locupletam com os louros. As próprias academias de caratê vivem em seus mundinhos fechados: não divulgam as vitórias, a menos que saia na imprensa "de graça" como notícia, não pressionam as federações nem a comunidade nipônica ligada ao esporte. A comunidade japonesa de Londrina também se finge de morta. Londrina possui várias associações da colônia voltadas para o esporte. Os vereadores membros da colônia também poderiam interceder, se quisessem. Se estes atletas têm tantas dificuldades é porque, de um lado está o descaso da própria comunidade japonesa, que é suficientemente organizada e forte para colocá-los no Mundialito da Venezuela com facilidade, mas não se interessa; e de outro, a própria inércia, quase indolência, das academias de caratê que só choramingam, mas não vão à luta. É uma vergonha ver pais e atletas arcarem com as próprias despesas para trazer medalhas para o Brasil.

PAULO ANDRÉ CHENSO (médico) – Londrina




Portugal: agora eles vêm!
Depois de quase quatro séculos de puro domínio em solo brasileiro, Portugal ‘’afoga-se’’ em um ‘’mar’’ de dívidas chegando ao ponto de pedir ‘’grana’’ emprestada ao FMI, da qual a Pátria mãe gentil faz parte (país este que, pelos portugueses, foi muito explorado). Territórios em Portugal, como terras em Funchal e Madeira, ilhas situadas no Atlântico, estão sendo vendidos a preço de banana a empresários do mundo inteiro, inclusive brasileiros. O ‘’seu’’ ouro sujo de sangue de sofridos escravos também está sendo posto à frente das lojas espalhadas pelas ruas lusitanas, tentativa esta de recuperar sua abalada economia. Seria esta uma prova de que o mundo dá voltas ou estou enganado?

KELVIN FELÍCIO CORDEIRO ARMINDO (auxiliar administrativo) – Londrina




A volta dos que não foram
Não sei o que é pior, ver Sarney e Dilma parabenizando Renan Calheiros ou ser um dia condenado a ler a biografia do ex-presidente do Senado. Ver corruptos confraternizando-se é de dar azia. Se entendesse de leitura labial, imagino que ouviria de Sarney: "O jarro está de volta para você, excelência, não se intimide, peite o Joaquinzão, porque o da toga quer é acabar com nossas boquinhas. Volto para meu cartel no Maranhão, mas deixo meu ilustre e ilibado companheiro, o Fernandinho, para defendê-lo e com isto ressarcir um pouco do muito que lhe deve". E, assim, o coronelismo se mantém e a honradez que deveria nortear o Congresso segue flanando na imaginação de idiotas idealistas.

RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina





■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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