Lei seca mais rígida
Sim, para dirigir não beba sequer uma gota de bebida alcoólica! Para chegar a essa conclusão a ciência precisou provar que uma pequena gota de álcool no sangue já produz um efeito maléfico no cérebro. Essa verdade eu já sei desde antes dos anos 50 quando assisti uma palestra de um médico famoso especializado em vícios e viciados no Hotel Glória no Rio de Janeiro. Quem estiver contra a aplicação dessa lei estará tachando de incompetentes os cientistas que chegaram a essa conclusão: uma gota de álcool no sangue faz muito mal ao organismo humano. E agora, como ficam aqueles alertas como "se for dirigir não beba" ou "beba com moderação" ou "só bebo socialmente"? O reconhecimento por lei de que uma gota de bebida alcoólica no sangue prejudica dirigir, constitui um fato muito mais grave, ou seja, é como se a lei afirmasse que bebida alcoólica é droga da pior espécie e a porta de entrada para vícios pesados. Essa é a grande verdade. Jovens, principalmente, devem pensar seriamente nisso e tomar uma decisão de não começar a beber. A imprensa deveria também tomar uma posição firme a favor da saúde, do bem-estar e da paz das famílias, contra os acidentes provocados em função da ingestão de bebidas alcoólicas e de tantas outras consequências derivadas desse mal. A ciência fez a sua parte. Agora é a vez da razão humana entrar em ação!
EDGAR BAER (advogado) - Londrina

LEC e a ‘síndrome do Barigui’
Esqueceram de falar ao time do Londrina e ao técnico sobre a "síndrome do Barigui" e sobre o popular "1 a 0". Isto acontece quando o Londrina joga em Curitiba. O placar pode ser também 2 a 1. Considero-me um fundador testemunhal do Londrina Esporte Clube (e faz 56 anos que acompanho os jogos do LEC), na grande maioria dos jogos na capital foi assim. Barigui é o bairro de entrada de Curitiba para quem chega do Norte. Quando o time passa por esse umbral, calça salto alto e sofre uma metamorfose. Se começa ganhando, logo se retranca e acaba perdendo no final. Durante pelo menos 40 anos escrevi nas chamadas de primeira página deste Jornal os fatídicos "deu o popular 1a 0" e a "síndrome do Barigui", porque era sempre o mesmo. Se o técnico quebrar essa tradição, poderá ser campeão. O Londrina só será time maduro quando ganhar dos times de Curitiba jogando lá. O mais será euforia inconsistente.
WALMOR MACARINI (jornalista) – Londrina

A cor faz a diferença
Em respeito ao artigo "E agora para onde vou?", da psicóloga Julieta Arsênio (Espaço Aberto, 23/1), esclarecemos que o piso tátil é uma adaptação que integra o conjunto de adequações das calçadas, que serve de orientação para as pessoas com deficiência visual. Ele é regulamentado por normas técnicas e pelo decreto federal nº 5.296/2004. Quanto à cor, adotou-se em âmbito nacional o vermelho, mas existem pisos táteis com outras cores. O que se precisa levar em conta é que este piso serve como contraste para pessoas que têm baixa visão. A diferença de cor e de tons em relação ao restante do piso é percebida mesmo por aqueles que têm capacidade visual muito reduzida. Assim, eles identificam possíveis obstáculos.
ALMIR ESCATAMBULO (assessor especial da pessoa
com deficiência da Prefeitura de Londrina) – Londrina

Noite de terror
Madrugada iluminada e agitada, festa, cerveja, música e muita alegria. Um pequeno descuido e o inferno chega despercebido: fogo, fumaça e gritos. A escuridão toma conta da boate. Desespero, ar abafado, sensação de horror e tristeza eram visíveis nos rostos daqueles escaparam de uma tragédia inesperada em Santa Maria (RS). Uma pequena porta estreita que servia como válvula de escape para a salvação. Centenas de pessoas correndo em busca de ar fresco e proteção, enquanto outras centenas se amontoavam em banheiros na esperança de uma salvação, mal sabendo que ali chegariam ao fim da jornada precocemente. A bravura de bombeiros e voluntários em busca de salvação para essas centenas de pessoas foi em vão. Ali partiram centenas de futuros, sonhos e sorrisos.
RAPHAEL HENRIQUE E CRUZ (jogador de futebol) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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