OPINIÃO DO LEITOR
Catástrofe em Santa Maria
O mundo assistiu estarrecido à tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria (RS). Pelo que vimos e ouvimos pela mídia podemos concluir que há muito o que fazer para que os frequentadores desses lugares públicos sintam-se de fato seguros. Que esse esforço atual, feito por todos os órgãos responsáveis em mudar essa situação, faça parte da rotina de trabalho, pois há vidas em jogo.
MARIA ANGÉLICA PEDROTTI (professora) - Londrina
Consolo pela fé
Como mãe e como um ser humano que se sensibiliza diante de verdadeiras tragédias que assolam o nosso país e o mundo, acredito que a fé é a arma mais poderosa para o consolo dos que são afetados mais diretamente pela morte de seus entes queridos. Como proteger nossos filhos e filhas dos perigos que se apresentam? Fechá-los dentro de casa? Colocá-los envoltos em uma redoma transparente para que pelo menos vejam o que acontece fora dela? Nossos jovens querem estar com seus amigos, querem se divertir, isso faz parte do comportamento humano, não há como impedi-los sem criar sequelas na sua formação social. Por isso, fortalecer a fé, seja ela qual for, é imprescindível para que não tornemos nossos jovens reféns do nosso próprio medo. Peço a Deus e a intercessão de Nossa Senhora na proteção de todos os que amo e que minha fé nas verdades da minha igreja sejam fortalecidas.
MARIA AMÉLIA SÊNCIO PAES (professora de natação) Londrina
Lições da tragédia
Na tragédia de Santa Maria fica a preocupação para o futuro. Para sentir a dor das pessoas não precisamos conhecê-las. Basta ter coração. Cada um morreu um pouco nesse desastre. É a prevalência do lucro a qualquer custo sobre o direito de viver. A culpa é de muitos: prefeito, fiscais, Corpo de Bombeiros, donos da boate. Liberar o alvará de uma boate que só possuía uma entrada é anunciar a tragédia. E como uma banda usa sinalizadores num ambiente fechado? Os pais recomendam prudência para os filhos, mas quando se é jovem nunca passa pela cabeça a ideia do perigo e da morte.
MÁRIO FUZETO (técnico contábil) - Itambaracá
Santa Maria, recorremos a vós!
Em 2011, estava na Câmara de Londrina quanto pastores, padres e outros faziam lobby para ampliar o prazo de adequação de templos às novas normas do Código de Obras. Mas as normas da ABNT anteriores ao Código - já eram velhas conhecidas. Recentemente li críticas ao Cidade Limpa e me lembrei do estado das sacadas dos prédios de Londrina, das mortes pelo desabamento de uma marquise na UEL. Isso por si só justificaria um dos poucos projetos que se salvaram da gestão passada. Diariamente vejo críticas de empresários quanto à morosidade para aprovação de projetos na prefeitura, mas muitos deles concluem suas obras sob total arrepio da lei. Já vi correntes em portas pânico, sei de prédios públicos que não suportariam a mínima inspeção do Corpo de Bombeiros, inclusive tenho sérias dúvidas em relação ao qual atualmente é meu local de trabalho. Santa Maria, a Mãe de Deus, obrigado pela proteção às centenas ou milhares de sobreviventes, pois a cidade que te homenageia poderia ter batido o triste recorde de 503 mortes no incêndio do circo Gran Circo em Niterói (RJ) em 1961.
JOSÉ LUIZ ALVES NUNES (servidor público) Londrina
Escritores pés-vermelhos
Com relação à reportagem "Lei dos autores pé-vermelho não sai do papel"
(Folha2, 20/1), é preciso valorizar escritores da cidade. Isso é bom para o desenvolvimento cultural do município. Um povo culto não precisa gastar dinheiro em propaganda para avisar o sujeito que ele precisa cuidar do quintal. Sou escritor e meu livro ficou escondido nas livrarias. Tenho mais um outro pronto, mas está difícil publicar por falta de incentivo.
PAULO CESAR GASPAR (professor) - Londrina
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