OPINIÃO DO LEITOR
Vou tornar-me político
O leitor Rubens Romagnolli, com justificado menosprezo, propõe-se a "tornar-se um político" (Opinião, 20/1). Para tanto, irá filiar-se a uma igreja onde, utilizando-se das artimanhas já conhecidas, se candidataria a vereador e, "em o nome de Jesus", se elegeria. Para os fiéis, diria que mora na periferia e seu patrimônio é zero, escondendo dos incautos seu real endereço em um luxuoso apartamento no bairro mais caro da cidade. Se fosse verdadeira a pretensão do ilustre leitor, enveredando-se para um desses caça-níqueis que abundam em todo o Brasil, e transformasse em "paxtô", "bixpo" ou "apóxtolo", desistiria de ser político e, logo, estaria "determinando" milagres aos borbotões e enchendo sacos de dinheiro.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) Londrina
Vender a Sercomtel?
Vendê-la sim, o quanto antes. É um ramo de atividade do qual o poder
público não tem competência para administrar. A prova e o resultado estão aí! Gente, se a prefeitura não tem condições de fazer um viaduto, consertar o prédio do Terminal Rodoviário, fazer um muro de arrimo numa via pública, que exige conhecimentos técnicos básicos, como vai se meter em assuntos de complexas tecnologias, que se modernizam a cada dia, e que tem como concorrentes as empresas mais estruturadas do mundo? Até aqui ela ainda se arrastou, porque a coisa era feita na base de apertões de parafusos. Aliás, quantos engenheiros e pesquisadores especializados se encontram em suas fileiras? Quem fiscaliza tudo isso? A propósito, pedimos que nos seja viabilizado acesso à folha de pagamento entre outros, com suas respectivas funções. Será que não tem muitos caciques para poucos índios? Na hora de calcular suas dívidas, não esquecer de incluir os valores corretos das linhas telefônicas para devolução aos seus legítimos proprietários.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) - Londrina
Viabilidade da Sercomtel
Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco não podem ser consideradas sobras como alguns afirmam, são cidades de bom porte e, consequentemente, de bom retorno. A Sercomtel realmente enfrenta uma fase de turbulência, mas a população não deve esquecer o quanto a empresa já fez pela cidade, pelo esporte, pela cultura, pela educação, pela segurança e pela comunidade carente de Londrina e região. E pela própria prefeitura, dando suporte a diversas secretarias. Talvez se tivesse sido vendida antes, teríamos nos livrado do problema da falta de escrúpulos de alguns políticos que administraram mal e porcamente a cidade e a empresa, a qual faz parte da história de Londrina.
WANY MARIA CAPUCHO TRUSS (relações públicas) e SYLVIA AZEVEDO DONADIO ( bibliotecária) Londrina
Justificativas ultrapassadas
A notícia de que as aulas da rede municipal irão começar somente no dia 18 é um desrespeito. São várias as dúvidas e aflições sobre a justificativa para não aplicar o contrato emergencial para a merenda e o transporte escolar. Creio que não tem fundamentos ou, no mínimo, é uma desculpa para justificar algum erro. O que ficou fazendo a equipe de transição? Erro da administração passada não pode ser admitido mais. Antes tudo era possível, tudo era falta de planejamento, agora para a saúde funcionar é preciso de dinheiro e os alunos não podem voltar para a escola conforme previa o calendário da Secretaria de Educação para que não ocorra procedimento irregular.
ELAINE CRISTINA RAIMUNDO (empregada doméstica) - Londrina
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