Subsídio ao transporte
Governo não paga subsídio. Quem paga é o povo. Esse procedimento populista tem um viés perverso: é custeado pelos contribuintes da enorme carga tributária do Brasil. No caso específico do transporte coletivo de Londrina, é justo por se buscar igualdade com a capital do Estado, porém não deve servir para afrouxar as negociações, pois no próximo essa estratégia já estará incorporada e vamos negociar em cima do preço ora referendado. Por outro lado, transparência não é ter uma planilha e sim mostrá-la à população com dados confiáveis e de fácil entendimento. Mostrar os estudos para aperfeiçoar a logística, para minorar as lotações, os atrasos e a abrangência de todos os bairros, a melhoria das acomodações e da segurança nos pontos de ônibus, tão esquecidos nessa Londrina querida.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contabilista) - Londrina

Corrupção rotineira
Já virou uma rotina acompanharmos pela imprensa as maracutaias dos políticos deste país. Todos os dias homens são desmascarados e nada lhes acontece. Cidadãos perdem a vida pela falta de segurança e saúde. Está chegando a hora de pintarmos as caras de vermelho, marcharmos para a capital federal e lutarmos por nossos direitos. Ou exigimos um basta ou seremos eternas marionetes dos senhores do poder.
LUKAS HENRIQUE DOS SANTOS (estudante) – Londrina

Líder de Kireeff
Parabéns ao prefeito Alexandre Kireeff pela indicação de Elza Correia como sua líder na Câmara. É do ramo, tem experiência e poderá colaborar de maneira efetiva nas relações entre Executivo e Legislativo. Ficará melhor ainda se tiver abdicado da ideia de apoiar regimes ditatoriais, como fez em artigo de sua lavra publicado na FOLHA em 2007 (em que afirmou que Fidel Castro foi melhor que Fulgêncio Batista, por ele deposto em Cuba). Regimes de exceção, quer de esquerda ou de direita, devem ser abominados pelos verdadeiros democratas.
MÁRIO MENEZES (aposentado) – Londrina

Comparação infeliz
Sou leitora assídua da Folha de Londrina. Ela faz parte das minhas manhãs, sempre me acompanhando entre uma xícara e outra de café. Leio todas as matérias, seus encartes a até mesmo as propagandas. Na edição de domingo, fiquei admirada com a excelente qualidade das matérias abordadas na reportagem sobre a mulher nas mais diversas profissões. Na segunda-feira, porém, discordei da charge do dia (Opinião). Acredito que o humor precisa seguir alguns critérios para funcionar. O primeiro, penso eu, seja o não uso de temas que envolvam minorias ou desgraças. Fazer humor citando o holocausto, Hiroshima e Nagazaki ou a Ku Klux Klan, por exemplo, não é humor, é simplesmente falta de respeito com centenas de milhares de pessoas dizimadas e seus descendentes. O outro critério fundamental para que o humor aconteça, para que o riso seja provocado, é a coerência em relação aos fatos que deram origem à sátira. Todos sabemos que Oskar Schindler foi um alemão dono de uma fábrica que, ao final da segunda guerra, quando os nazistas colocaram em prática a "solução final", que nada mais era do que eliminar o maior número de judeus no menor tempo possível, para salvar esses judeus convenceu os nazistas de que precisava de mão de obra especializada, fazendo uma lista com o nome dos prisioneiros que iriam trabalhar em sua fábrica, dando origem, então, à famosa Lista de Schindler. Ao final da guerra, 1.200 judeus, entre homens, mulheres e crianças, foram salvos por essa lista. Dessa forma, usar esse mote, comparar uma "coisa ruim", como a lista de material escolar é considerada, a ela, a lista, não procede.
ELIANE BENATTI (professora) – Londrina

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