Estacionamentos subterrâneos
Quando Wilson Moreira foi prefeito de Londrina, época em que não tínhamos o número absurdo de veículos trafegando e entupindo as ruas da cidade, cogitou-se a ideia de se fazer estacionamentos subterrâneos na área central, especificamente nos locais onde existem praças públicas. Se naquela época a ideia era boa, hoje ela seria de fundamental importância para a enorme falta de vagas para veículos e motos existente no anel central. A construção de tais estacionamentos poderia ser feita por meio de concessão à iniciativa privada, sem custo algum aos cofres do município. O preço do estacionamento poderia ser reduzido (um pequeno acréscimo em relação ao valor da Zona Azul), com a ampliação do prazo de vigência da concessão. Por ser assunto de extrema urgência, ações rápidas e eficazes devem ser tomadas pela nova administração municipal para eliminar de vez esse caótico problema. Fica a sugestão.
MILTON DE CASTRO (corretor de seguros) – Londrina

‘Administração Disneylândia’
Em 2013, boa parte dos mais de 5 mil municípios do Brasil iniciou novas gestões administrativas com uma herança deixada pelos seus antecessores, em regra, não muito boa. Após perdida a eleição, muitos desses políticos abandonam literalmente a cidade nos últimos meses que lhes restam de mandato. Alguns chegam ao ponto de fugirem do seu papel de homem público e da nobre posição de mandatário maior de uma cidade e sequer comparecem à transmissão de cargo. O que antes era uma maravilha, em poucos dias vira uma desastrosa e onerosa realidade aos cofres públicos. Em Curitiba, por exemplo, sabe-se agora que a coleta do lixo não é paga há 6 meses e que calçadas do Batel teriam até granito. Essa era a chamada "Ducciolândia", assim como as outras tantas "lândias" espalhadas pelo Paraná, que diziam ter boas creches, escolas, maquinários e estavam sob ótima administração mas vão sendo reveladas logo nos primeiros dias do novo ano.
VIVASVAN CAMPOS E PRADO (estudante de História) – Curitiba

Não se valoriza autores de Londrina
Sobre a reportagem "Lei dos autores pés-vermelhos não sai do papel" (Folha2, 20/1), é interessante que até na Biblioteca Pública de Londrina os livros ficam em sala separada no piso superior. Sou autor do livro "Histórias Vividas" e vivenciei isso quando o expus em bancas de revistas e livrarias, que quase o escondiam juntamente com os demais escritores locais. Tenho outro livro pronto há um ano e não tenho coragem de lançá-lo por causa dos custos gráficos e das dificuldades de divulgação. Quantos em Londrina estão desestimulados e têm suas obras literárias paradas?
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (jornalista) – Londrina

Difusão da violência
Que bom que a gente pode ler, bem cedinho, um artigo como "Exagerada difusão de violência" (Espaço Aberto, 17/1), do jornalista Walmor Macarini. Ele escreveu, absoluta e claramente, tudo sobre o que acontece nos nossos meios noticiosos. A exacerbação das negatividades só vale para o ego de quem as cometeu e para estimular a que outros também o façam, para alcançarem a mesma projeção midiática. Isto sem contar com a repetição, por dias, de um mesmo fato, como se ele tivesse acabado de acontecer, prova de que não há novas notícias para serem transmitidas. Infelizmente, este "vírus" já alcançou as nossas redes locais, também. Parabéns, Walmor!
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

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