OPINIÃO DO LEITOR
Retorno à sociedade
Estive na Itália ano passado, país em crise, e não há como comparar o tratamento em hospitais de lá e cá, é como o céu e o inferno. Culpa de todos, até mesmo da sociedade que não cobra nada, mas principalmente deste governo corrupto, que ampara Sarney e outros. Os hospitais públicos brasileiros são uma vergonha, um passaporte para a morte. Existe saída para isso, como bem disse o agrônomo Amélio DallAgnol no artigo "Risco das cotas nas universidades públicas" (Espaço Aberto, 9/1). Parte dos médicos formados em universidades públicas, bancadas por nós a preço de ouro, é rica e cursou escola particular. Depois de formados, o que lhes interessa é o ganho. Se fóssemos um país sério, esses profissionais teriam a obrigação de pagar o que lhes foi dado para estudarem, com trabalho gratuito diário em postos de saude e hospitais, pois têm uma dívida com a sociedade. O que falta nesse país é autoridade, menos leis e mais ação. Os estudos em universidades públicos deveriam ser cobrados dos ricos ou de quem pode pagar. Chega de palhaçada. O governo tem a obrigação de oferecer um atendimento digno na saúde, pois pagamos por isso.
ANTONIO FELICIO SCOPARO (professor) - Londrina
Para que vieram?
Gostaria de parabenizar a FOLHA pela série Legislativo 2013, pois está proporcionando aos leitores a oportunidade de acompanhar as intenções dos vereadores eleitos. Minha indignação é na demostração em relação à pergunta "O que pensa sobre o valor do salário do vereador?". Acabaram de assumir e já tem vereador achando que o salário é insuficiente ou até mesmo dizendo que "atual salário do vereador é muito pouco". Ora, em dezembro de 2012 foi aprovado pela Câmara reajuste de salário de R$ 5.724 para R$ 12 mil - aproximadamente 18 salários mínimos. Algo não está correto nesta afirmação, pois o trabalhador assalariado levará no mínimo um ano e meio para conquistar este polpudo salário pago pelo contribuinte que o vereador perceberá por somente um mês de comparecimento à Câmara duas vezes por semana. Faço uso deste espaço para pedir aos londrinenses que acompanhem desde o mandato do seu vereador no qual foi depositado esperanças que os mesmos alardearam em campanha que seriam a mudança para transformar Londrina. Para que vieram, então, alguns vereadores? Aproveito a oportunidade para enaltecer as medidas tomadas já tomadas pelo prefeito Alexandre Kireeff e a todos por ele convocados para realmente transformar nossa querida Londrina.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) Londrina
Vereador indigente
Da série de entrevistas publicadas pela FOLHA com os vereadores nas páginas de Política, a de hoje chama-nos a atenção por conter flagrantes contradições. Perguntado sobre o valor de seu patrimônio, disse o vereador Jamil Janene nada possuir, tendo apenas R$ 178,64. Se verdadeira a afirmação prestada à Justiça Eleitoral, Londrina teria em sua Câmara um "indigente" que, contraditoriamente, ao responder quanto gastara na campanha, teve a desfaçatez de afirmar ter gasto do próprio bolso a quantia de R$ 38.235,00, ou seja, 214 vezes o patrimônio que declarou possuir. Que belo exemplo de político.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) Londrina
Correções
- A foto publicada na matéria "Tensão entre os eixos" (Folha2, 12/1) é dos atores Victor Pecoraro e Letícia Medina.
- Diferentemente do informado na matéria "Moradores pedem conclusão de creche" (Geral, 13/1), o Jardim Leonor fica na zona oeste de Londrina.
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