Celulares
Por duas vezes deixei de usar celulares pré-pagos por não concordar com o forçamento ou imposição de consumo das operadoras. Como se sabe, essas companhias determinam um prazo de uso da linha, que depende do valor do crédito (30 e 60 dias, neste caso). Quando termina o prazo estipulado, elas impedem o uso da linha (mesmo havendo crédito), e se quisermos fazer ligações temos que colocar novo crédito o que incorre em acúmulo de crédito (mentalidade da sociedade consumista atual). Acho que o procedimento dessas operadoras se deve a dois fatores: não há uma regulamentação melhor sobre essa questão por autoridades ou órgãos competentes ou essas empresas devem achar que todas as pessoas consideram esses aparelhos indispensáveis ou de suma importância que não possam ficar sem eles. Não reconhecem as limitações e inconveniências atuais desses aparelhos: falta de qualidade de som e linha, ficar carregando (na tomada e no bolso), levar multas de trânsito, etc.

SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina



Bolha imobiliária
Especialistas divergem sobre a existência de uma bolha imobiliária em nosso país. Entre economistas e profissionais do setor imobiliário têm defendido a inexistência de tal fenômeno, posição tendenciosa que, entre outros fatores, alimenta a ilusão e a insanidade dos preços dos imóveis. Para se ater especialmente ao exemplo de nossa cidade, terrenos e residências em bairros mais distantes e periféricos de Londrina têm preços muito próximos, equiparados e muitas vezes até superiores a imóveis melhor localizados no centro, evidenciando uma absurda distorção de critérios na avaliação desses bens, mesmo havendo certa compatibilidade de características entre eles. Corretores usam as mais descabidas argumentações para fundamentar os valores de suas ofertas e a mídia propaga o aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil em Londrina. Basta fazer uma simulação de financiamento imobiliário no site da Caixa para se ter a certeza que todo esse alarde não passa de especulação, pois aquirir um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, ainda que através de financiamento, é privilégio de poucos.

RICARDO ALEXANDRE GARCIA (publicitário) - Londrina



Golpe no povo
Ao abordar a posse de José Genoíno como deputado federal, o leitor Anderson Lopes (Opinião, 9/1) afirma que "tirá-lo de lá, nesse momento, só tem uma palavra: golpe". No meu entendimento, mantê-lo no cargo de deputado federal, sim, trata-se de um golpe. Um golpe na decência pública e no bolso do povo brasileiro, inclusive na carteira do missivista.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



Sem moral
A gota de ética e moral foi despejada há poucos dias com a posse do José Genoino como deputado federal, mesmo sendo condenado pelo STF no julgamento do mensalão. Agora, deputado de novo irá receber dinheiro nosso, limpo e honesto, em mãos sujas e antiéticas. O que mais chama a atenção é que o PT nada fez. É como se fosse normal um homem acusado de crimes contra o erário e até crimes penais fosse um santo. O que mais me enoja é que quando são questionados se apegam à Carta Magna. É como se todos os erros fossem acertos e a Constituição só tivesse um objetivo: libertar e proteger corruptos engravatados! Ainda vejo militantes do PT ovacionarem esse homem. Está na hora de dizermos um basta. Cada vez mais sou a favor de marcharmos para Brasília e expormos nossas angústias e insatisfações com o governo medíocre que fantasia números de uma economia decadente.

LUKAS HENRIQUE SANTOS (estudante) – Londrina
Errata
- Diferentemente do que foi publicado ontem, o título do artigo escrito pelo presidente da Acil, Flávio Montenegro Balan, é "O desenvolvimento salva"




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne
e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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