OPINIÃO DO LEITOR
Atenção ao Lago Igapó
Desde 2005 passo meus finais de ano em Londrina quase que fazendo movimento contrário ao londrinense que abdica da cidade e migra para as regiões litorâneas. Sou habitué do Lago Igapó, não só por me hospedar em frente, mas também por praticar exercícios quase que diários. Ultimamente percebo o descaso com este lindo cartão postal da cidade. Grama mal aparada, pista de cooper irregular, calçamento com buracos e as recentes árvores obstruindo a passagem são um convite para acidentes. E o que ouço é: ''A culpa é do prefeito'', ''A cidade está sem comando''. Cidadãos que somos, devemos assumir parcela da culpa, afinal fomos nós eleitores de direito que elegemos o último gestor público. Temos que dar o exemplo. Na última sexta-feira vi sachês de gel de carboidrato jogado no chão, e por que me chamou a atenção? Porque é o típico material de quem usa muito este tipo de local. E aí? Vão jogar a culpa no prefeito também? Corro frequentemente no Parque do Ibirapuera em São Paulo e na Praia da Barra da Tijuca do Rio de Janeiro e a administração pública cumpre o seu papel com equipes que fazem a manutenção e zelam por suas belezas. Os frequentadores também precisam fazer sua parte, coletando o seu lixo e depositando em locais adequados. A situação política do país não é das mais nobres, mas não podemos também ser tão sujos quanto eles. Cobre, reivindique, é seu direito e o seu dever. E à prefeitura, vai o meu recado: por favor, manutenções semanais nos locais públicos, seja por recursos próprios ou com parcerias com a iniciativa privada pode ser um caminho melhor para todos os londrinenses e para aqueles que visitam a cidade.
ALEX MARIN SILVA (analista de sistemas) - Rio de Janeiro
Corrupção e a sociedade
Todos já sofreram efeitos de alguma forma de corrupção. O mundo está cheio de ganância e egoísmo dentro do ambiente empresarial, familiar e político. Alguns acham difícil ser diferente. Levados pela ambição egoísta ficam sedentos de poder. E desenvolvem um forte desejo por dinheiro e bens - na verdade, mais do que precisam. Infelizmente, não se importam de agir de forma desonesta para alcançar esses objetivos. Um político desonesto tem prazer em manipular as pessoas com intenção de ter conforto e estabilidade financeira. Isso significa que nós somos meros fantoches nas suas mãos. Aqueles que querem ficar ricos caem em tentações e nas ciladas dos desejos. Será que você, como tantos outros, acredita que a corrupção é inevitável e que ela nunca será eliminada? Esse pessimismo é natural. Ao longo de toda a história, os humanos tentaram todo tipo imaginável de governo, mas nunca conseguiram acabar com a corrupção. Há esperança de que um dia todas as pessoas serão honestas? Eu espero que sim, e você?
MILTON RUÍZ (gerente pós-vendas) - Londrina
Temporal e Burle Marx
Sombras generosas marcavam os limites do projeto Parque da Cidade (1972), de autoria do paisagista Burle Marx e equipe, nas imediações do Lago Igapó 1, desapareceram. Árvores foram arrancadas pelo temporal do último dia 22. ''Uma árvore nunca é apenas uma árvore'' (Schama, 1996). O replantio urgente de mudas de mesma espécie, nos mesmos locais, obedecendo aos patamares e espaçamentos existentes, deveria ser realizado. Recuperar e preservar marcas de Burle Marx em Londrina.
HUMBERTO YAMAKI (arquiteto) - Londrina
Londrina descuidada
Que saudades da equipe do Noé e do José Vindica, que mantinham as praças, os canteiros das avenidas e os fundos de vale com a grama aparada e as flores em pleno vigor. Da equipe do Guaravera, que mantinha o piso em petit-pavet do Calçadão em estado impecável de conservação. Da equipe do senhor Izoel, que cuidava dos pequenos serviços de manutenção das escolas da cidade e da zona rural com todo carinho e dedicação. Londrina está carente de pequenos cuidados e, por isso, fica a sugestão de contratação de pessoal para se juntar ao quadro remanescente e formar uma equipe mínima para poder dispensar à cidade os pequenos cuidados que ela merece.
VIRGILIO MOREIRA (engenheiro civil) - Londrina
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